A Guarda Municipal de Várzea Paulista tem trabalhado em parceria com a Sabesp, auxiliando a empresa no monitoramento de nascentes e captações irregulares de água do Rio Jundiaí, por meio de imagens aéreas obtidas com um drone (aeronave não tripulada).
De acordo com o gerente administrativo da Sabesp – divisão Campo Limpo e Várzea Paulista – Alexandre Angela, há quatro meses a empresa tem feito o mapeamento das áreas do entorno do Rio Jundiaí para identificar possíveis captações irregulares de água que possam comprometer o abastecimento da população.
Para que o trabalho fosse feito de maneira completa, a empresa solicitou o apoio da GM de Várzea Paulista para a obtenção de imagens aéreas. “Muitos locais possuem mata fechada ou são de difícil acesso. Nesses casos, o apoio do drone é fundamental”, explica Alexandre.
O representante da Sabesp diz que o trabalho teve início no bairro Iara, em Campo Limpo Paulista, local que contém o cultivo de muitas hortaliças, leguminosas e frutas. “Hoje, 60% da água utilizada vão para irrigação, mas já existem meios mais modernos e que utilizam menos água para fazer o cultivo de alimentos”, esclarece.
“Nosso objetivo, nesse momento, é conversar com os agricultores para que busquem aprimorar seus sistemas e se conscientizem sobre seu uso correto”, diz Alexandre. “Nosso intuito não é prejudicar a produção, mas garantir o abastecimento de água à população, que é nossa prioridade”, afirma.
Ainda segundo ele, além da irrigação, moradores da região utilizam as águas do Rio Jundiaí para formação de represas, lagos de pesca e áreas de lazer, como campos de futebol e piscinas. Essa prática irregular, especialmente durante o dia, prejudica a captação e o tratamento da água destinada à população de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista.
O inspetor da GM de Várzea Paulista, Edson Barcaro, ressaltou que o uso do drone sempre foi voltado para questões ambientais. “80% da água que abastecem a região passam por essa área. Poder contribuir com esse trabalho de preservação é gratificante”.





