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quarta-feira, 24 junho, 2026

Nem ele. Shakespeare fumava maconha

Uma pesquisa do Instituto de Estudos Evolucionários da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, sugere que aquele que é considerado o maior dramaturgo de todos os tempos pode ter sido fumante de maconha. Segundo um artigo assinado pelo professor Francis Thackeray, fragmentos de cachimbos encontrados no gramado da casa de William Shakespeare, em Stratford-upon-Avon, contêm vestígios de cannabis.
A pesquisa foi feita a partir da aplicação de técnicas forenses conhecidas como cromatografia gasosa e espectrometria de massa. A primeira técnica é muito sensível na identificação de resíduos, mesmo com o uso dos cachimbos 400 anos atrás. Foram analisados 24 fragmentos de cachimbos provenientes da casa de Shakespeare e de outros locais de Stratford-upon-Avon. Em oito foram encontradas amostras de cannabis – quatro deles vieram do jardim.
De acordo com o artigo, em dois dos fragmentos de cachimbo havia resíduos de cocaína, obtidas a partir de folhas de coca provenientes do Peru, mas eles não foram encontrados na casa de Shakespeare. Segundo a pesquisa, o poeta deveria ter consciência dos efeitos nocivos da cocaína e talvez preferisse a maconha como estimulante para compor sua obra.

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