Há algum tempo, moradores de diversas cidades da região de Jundiaí, incluindo a própria Jundiaí, têm notado que, após alguma manutenção na rede telefônica, os funcionários deixam grande quantidade fios enrolada em postes. Em alguns casos, os fios ficam pendurados.
Quando a empresa de telefonia era estatal, isso não acontecia, mas depois que a espanhola Telefônica assumiu esse serviço, o relaxamento se tornou evidente. Para baratear custos, a empresa contratou outras – é a terceirização – e o descaso se tornou norma.
Em muitos lugares, a fiação está solta. De um poste a outro, formam-se “barrigas”, o que motiva constantes interrupções – caminhões acabam por romper tais fiações, devido à altura insuficiente para sua passagem.
Noutros lugares, a fiação assusta. Na região do Eloy Chaves, em Jundiaí, por exemplo, é tanta gambiarra que muitos moradores estão com medo de acidente mais grave. Nesse lugar, além dos fios telefônicos, há também fios da Net. Tudo é improviso, provisório, que acaba se tornando definitivo.
Muitos moradores já pensaram em cortar esses fios (que não estão eletrificados) para dar uma aparência melhor em suas ruas. Mas têm medo de ser denunciados por furto. Reclamar não adianta. “Toda vez que a gente liga, a empresa diz que vai tomar providências”, reclama um morador de Jundiaí. O problema é que as providências nunca chegam.
O descaso é tão grande (sinal que a Vivo – ex-Telefônica – não cuida de seu patrimônio) que em alguns lugares, depois da manutenção meia-boca, comerciantes próximos deram um jeito, enrolando os fios e colocando-os em lugar mais alto, nos postes.





