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quarta-feira, 4 novembro, 2026

Com greve, bancários prejudicam toda a população

Desde terça-feira (6) os bancários iniciaram greve que já chega a pelo menos oito estados. A pedida, entre outras coisas, é de aumento de 16%, que foi negado pelos banqueiros. Há 40 dias estavam negociando com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que ofereceu aumento de 5% para salários e vales, e ainda abono de R$ 2,5 mil.
Os bancários querem mais. Além dos 16% de aumento, querem dividir o lucro dos bancos – três salários mínimos (o que dá R$ 2.400) mais R$ 7.246,82. Os bancos não querem nem ouvir falar numa proposta dessa.
Aceitam que os bancários tenham participação nos lucros, mas no líquido, entre 5 e 15%, e afirmam que o abono proposto representa quatro salários mínimos. “O aumento proposto pelos bancos é inimaginável”, diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Roberto von der Osten. “Reivindicamos também garantia de emprego, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas que adoecem os bancários, e igualdade de oportunidades”, acrescenta.
Como nessa encrenca todo mundo é turrão, quem vai pagar o pato novamente é a população, principalmente a mais humilde. Mas nem tudo está perdido. Enquanto os bancários ficarem nas portas de agências ou colando cartazes avisando sobre a greve, o pobre cliente de banco terá outras formas de pagar contas e ter dinheiro no bolso.
Como pagar as contas durante a greve
Com a greve, consumidores devem ficar atentos ao pagamento de faturas, boletos e outros tipos de cobrança. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo, embora a greve não afaste a obrigação do consumidor de pagar as contas até o vencimento, a empresa credora tem de oferecer outras formas e lugares para que os pagamentos sejam feitos.
Para não ser cobrado de encargos (juros e multa) e ter o nome enviado a serviços de proteção ao crédito, a recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça opções de formas e locais de pagamento, como internet e casas lotéricas. Esse pedido deve ser documentado, ou seja, guardada a cópia do e-mail enviado ou anotado o número do protocolo de atendimento. Assim, caso o fornecedor não oriente sobre o pagamento da dívida, o consumidor pode fazer a reclamação ao Procon.
A Fenaban afirma que a população tem à disposição caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos do banco no celular, operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes (agências dos Correios, redes de supermercados e outros) como alternativas para fazer transações financeiras. Nos caixas eletrônicos, os saques noturnos são limitados a R$ 300,00 e o valor para saque diurno varia conforme o banco.
Quem tem benefícios para serem sacados, como aposentadoria ou seguro desemprego, segundo a Fenaban, pode fazer saques por meio da rede de caixas eletrônicos 24 horas e caixas eletrônicos dos bancos.

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