A Síndrome de Burnout atinge profissionais em que o trabalho demanda grande envolvimento
Vêm se sentido com as energias consumidas? Está estressado, cansado, com dores musculares? Está desmotivado para ir trabalhar? Esses são alguns dos sintomas da Síndrome de Burnout, que precisa ser diagnosticada e tratada.
Esse esgotamento profissional é percebido principalmente em pessoas que trabalham mais e dedicam menos tempo ao lazer e ao descanso. “O estado de tensão emocional e o estresse crônico podem ser acarretados pelas condições estressantes do trabalho diário, tais como excesso de compromissos e responsabilidades, pressão psicológica e moral ou busca incessante por metas”, explica a psiquiatra Maria Cristina de Stefano.
O termo Burnout é da língua inglesa e tem a união dos termos “burn”, que significa queimar, e “out”, que significa fora. Pode ser traduzido como “consumido pelo fogo”; o esgotamento físico e emocional são os sintomas principais, acompanhados de fadiga, de distúrbios do sono, de dores musculares e de cabeça, bem como de distúrbios gastrointestinais, de problemas respiratórios e cardiovasculares. “É muito comum que a síndrome seja confundida com depressão, por se apresentarem sintomas bem parecidos nos estágios iniciais”, compara Maria Cristina.
A psiquiatra indica perceber se os colaboradores e os colegas têm atitudes negativas em relação às tarefas do dia a dia, se faltam ao trabalho rotineiramente, se estão agressivos, mudam de humor repentinamente ou mesmo se há dificuldade de concentração, alta ansiedade e baixa estima.
“Apenas 4% dos trabalhadores mundiais são realmente diagnosticados com a síndrome, porém, muitos estão doentes sem sequer ter tratamento adequado, muitas vezes apenas neutralizando efeitos com remédios alternativos ou sem receita, lamentavelmente”, alerta Maria Cristina.
Profissionais como agentes penitenciários, bombeiros, policiais, advogados, jornalistas e bancários são alguns que, por necessitarem de envolvimento pessoal, direto e intenso, acabam ficando mais expostos à síndrome. Especialistas da área de Educação, Saúde, Assistência Social e Recursos Humanos também preenchem os requisitos para sofrerem de esgotamento profissional.
Por ser considerada uma doença em decorrência do ambiente de trabalho, as empresas podem auxiliar e evitar que seus funcionários venham a sofrer com a síndrome de Burnout. “Estabelecer horários destinados à qualidade de vida, com momentos para alongamento, relaxamento, repouso entre os turnos, por exemplo, são algumas das medidas que as empresas podem tomar com foco no cuidado com os funcionários”, finaliza Maria Cristina.
Quando a síndrome é identificada quem avalia se o colaborador precisa ser afastado é o Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador). Após essa avaliação, um profissional da área de Saúde Mental deve dar continuidade ao tratamento médico até a reabilitação do paciente. Deve ser associada ainda a psicoterapia para capacitar o paciente ao retorno laboral.





