Quantas horas você dorme por noite? A longo prazo, noites mal dormidas vão minando a saúde do insone. “As pessoas que dormem pouco têm mais propensão à hipertensão e ao infarto”, alerta a médica de família Cristiane Gussi.
O sono é fundamental para manter o organismo funcionando bem, regulando funções vitais e auxiliando nas atividades do cotidiano. “Cansaço, sonolência diurna, dificuldades para compreender informações, falhas na memória e no raciocínio, dores musculares e irritabilidade são as queixas mais comuns que ouvimos nos consultórios. Situações que seriam minimizadas consideravelmente com oito horas de sono de qualidade por noite”, explica Cristiane.
Segundo dados do Instituto do Sono, 36,5% da população brasileira sofre com a insônia. “O diagnóstico é importante para evitar que essas pessoas consumam qualquer calmante comprado sem receituário”, orienta a médica.
Algumas pessoas quando passam por situações de estresse, doenças ou por mudanças, desenvolvem episódios de insônia. “O problema é quando o sono resolve sumir por tempo indeterminado. Passar mais de quatro semanas sem dormir bem não é normal, é a hora de procurar um médico”, acrescenta Cristiane.
Outro problema que a insônia pode acarretar é a obesidade, pois há a redução de melatonina, hormônio relacionado à obesidade. Além disso, o estresse provocado pela insônia pode levar à vontade de consumir alimentos gordurosos. “Chocolates, frituras, carboidratos em excesso, essas são as escolhas mais comuns dos famosos assaltantes de geladeira noturnos. E aí o quadro de insônia vira um ciclo vicioso, pois alimentos assim não são digeridos facilmente, dificultando ainda mais a chegada do sono. Isso sem citar a maior propensão ao diabetes”, atenta a médica.
Apenas 30% das pessoas com má qualidade no sono procuram ajuda de um profissional. Desses, apenas 19% se queixam especificamente que sentem dificuldades para dormir. “O ritmo frenético das cidades grandes e os ambientes estressantes de trabalho parecem já terem sido aceitos como algo normal, que não há como fugir, quando na verdade deveriam apenas ser encarados como comuns, mas não ideais”, finaliza Cristiane.





