A situação de hoje é assim: os Bombeiros são parte da Polícia Militar do Estado de São Paulo, assim como outras divisões, como a Ambiental, a do Policiamento Rodoviário. A proposta agora é que os Bombeiros sejam desvinculados da Polícia Militar. Esse vínculo atualmente só existe em São Paulo e no Paraná.
“A emancipação é inevitável, então vamos discutir o assunto e estabelecer critérios para que a corporação não perca com isso”, explica o coronel Telhada, que considera a medida positiva também para a Polícia Militar.
O coronel Marco Aurélio Alves Pinto, ex-comandante do Corpo de Bombeiros, realizou apresentação em que fez um histórico da corporação no Brasil e em São Paulo e apontou os principais argumentos para justificar a emancipação.
“Emancipar não é separar”, diz o coronel. O Corpo de Bombeiros continuaria a compartilhar infraestruturas com a Polícia Militar, mas passaria a ter gestão própria, aspecto imprescindível, em sua opinião, para proporcionar verdadeiro salto de qualidade na prestação de serviços. A emancipação não levaria ao aumento de gastos públicos, uma vez que a estrutura permaneceria sendo compartilhada.
O viés da Polícia Militar é criminal, enquanto o do Corpo de Bombeiros é de emergência e desastre, o que implica formações completamente diferentes e perfis profissionais diversos. A emancipação permitiria, também, formação específica para o bombeiro, que hoje precisa fazer formação policial.
Ainda em favor da emancipação, o coronel Marco Aurélio destacou o foco na atividade e a expansão dos serviços a todos os municípios do Estado de São Paulo, estabelecendo nova arquitetura da Segurança Pública. Outros integrantes do Corpo de Bombeiros participaram do debate, trazendo aspectos de suas experiências na corporação e contribuindo com argumentos em prol da emancipação.





