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quarta-feira, 4 novembro, 2026

No ar, mais um campeão de audiência: o drone

Artur Henrique Silva tem vocação para aviões não é de hoje. Há pouco mais de sete anos fazia voar aeromodelos bem grandinhos, usando motores à gasolina de 55 cilindradas. Por diversão, passou a fixar câmeras nos aviões. Guarda com carinho as fotos de um modelo acrobático, o Extra, mas trocou tudo isso pelo drone.
Quando surgiu a novidade, Artur tratou de comprar um. E começou por brincadeira, que foi levada a sério – hoje ele tem uma empresa especializada em filmagens e fotos com o drone, importado dos Estados Unidos. Continua sendo uma atividade secundária. No dia a dia, Artur se dedica à outra empresa, também sua, a Vazágua, especializada em descobrir vazamentos de água.
“Desde 2001 estou nesse negócio de descobrir o vazamento sem arrebentar o chão ou a parede – explica – mas abri a empresa há nove anos. A tecnologia permite saber exatamente onde está o vazamento”. Sua mulher, Melissa, também sabe bem do assunto – faz palestras sobre o problema e acompanha o marido em tudo. Até com o drone.
“O drone tem uma altitude segura de 200 metros, mas pode ir mais alto, diz ele. A autonomia é de 25 minutos, mas por segurança, mantemos o aparelho no ar somente 15 minutos”. Uma vez no ar, ele é controlado por rádio. A câmera que está acoplada tem controle independente, podendo girar em várias direções.
Não é um brinquedinho qualquer. O drone está atrelado em termos de posição ao GPS. Se a bateria chegar ao fim, por exemplo, automaticamente é ligada a função “go home”, e o aparelho volta sozinho ao lugar de onde saiu.
Além disso, a câmera tem um giroscópio que mantém sua estabilidade, mesmo quando o drone é atingido por vento, ou então faz uma manobra, como uma curva acentuada. E a câmera filma e fotografa ao mesmo tempo. “Ela produz uma foto a cada cinco segundos”, explica Artur.
Serviço não lhe falta, tanto de canos furados quanto de filmagens e fotografias. Artur já foi contratado para gravar eventos em diversos quartéis do Exército, em rodeios, festas e até um show de Luan Santana. “Hoje há aparelhos que carregam até 25 quilos, explica ele, que são adotados por produtoras e emissoras de TV. Eles entram no ambiente silenciosamente, e passam onde um helicóptero jamais passaria”.
Para mostrar o trabalho, Artur mantém uma página no Facebook, Artur Henrique Imagens Aéreas. E lá está uma foto, feita no 12º GAC, que acabou indo para o site do Exército, e agora se tornou selo dos Correios. Se alguem precisar do Artur, é só ligar – 9 7300 6008.

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