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segunda-feira, 2 novembro, 2026

Emancipação política impulsionou desenvolvimento

Até as quatro cidades se emanciparem, Jundiaí tinha a metade do território da capital paulista – 801.679 km²

No dia 21 de março quatro cidades do Aglomerado Urbano completam 51 anos de emancipação política, 51 anos de vida própria. Até então, eram distritos de Jundiaí, alguns mais outros menos populosos e desenvolvidos. O território de Jundiaí era maior até 1949, quando Vinhedo, que era o distrito da Rocinha, conseguiu sua emancipação.
Nos anos 1960 a situação favorecia a criação de outros municípios. Havia o desenvolvimento até exagerado iniciado por Juscelino Kubitshek, que trouxe para o país as fábricas de automóveis, até então meras montadoras do que vinha de fora. E havia, principalmente, muita agitação política com a chegada de Jânio Quadros à presidência da República. Jânio durou pouco, renunciou, e deu vez a seu vice, João Goulart. A situação piorou, até que em 1964 os militares tomaram o poder.
Os militares precisavam de apoio, e até facilitavam a criação de novas cidades – seriam mais prefeitos, mais vereadores, mais gente formando opinião e dando aval ao novo regime. Os plebiscitos acabaram por oficializar velhos desejos de Campo Limpo, Várzea Paulista, Louveira e Itupeva. Curiosamente, cidades que contavam com a boa e velha ferrovia.
Campo Limpo era considerada a cidade de muita sorte. Nela, em 1961, foi inaugurada a Krupp, com objetivo de fornecer peças para a indústria automobilística. Louveira e Itupeva tinham lavouras produtivas, que inundavam o mercado com suas frutas, principalmente a uva. Várzea tinha lavouras, mas também tinha olarias e algumas indústrias, como a Elekeiroz e a Promeca.
Todas se sentiram seguras para tentar vida própria. Assim que se emancipou, Itupeva marcou eleições e escolheu Luiz Poli prefeito. Várzea elegeu João Aprillanti, Campo Limpo Paulista Adherbal da Costa Moreira e Louveira Odilon Leite Ferraz.
Nos 51 anos de vida própria, todas mudaram. Optaram pelas indústrias e empresas de logística, e as que viviam da lavoura hoje pouco têm dos tempos em que se tornaram independentes. Campo Limpo, que durante muitos anos foi quase que totalmente dependente da Krupp, hoje busca novas indústrias. Conseguiu trazer um grande condomínio industrial recentemente, e espera aprovação de outro, nas margens da rodovia Edgar Máximo Zamboto (estrada de Jarinu).
Várzea Paulista se destaca pelo comércio. As indústrias são praticamente as mesmas, com outros nomes. A Promeca já se chamou Alfred Teves, e hoje é Continental. A Elekeiroz passou para o grupo Itaú, e outras chegaram, sem abalar a estrutura da cidade.  Cabe a Várzea, porém, um papel importante no meio ambiente da região – é lá que está a estação de tratamento de esgotos da Sabesp, que devolve água limpa ao Rio Jundiaí.
Itupeva mudou radicalmente. Ainda tem lavoura, mas sua vocação para indústrias e empresas de logística é preponderante. Louveira é considerada uma cidade-paraíso. Com boas indústrias e empresas de logística, tem arrecadação que permite à prefeitura investir em obras públicas com alguma tranquilidade.

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