Vereador com três mandatos, Ordário de Souza Martins, o Darinho, será indicado pré-candidato no domingo
Francisco Morato é uma cidade com muitos problemas, e é lá que os jundiaienses que usam o trem da CPTM fazem baldeação para a Capital. É de lá também que muita gente vem para Jundiaí durante a semana para trabalhar, e nos fins de semana, em busca de lazer. No domingo (17), o PPS promove seu encontro e lança oficialmente a pré-candidatura do vereador Ordário de Souza Martins, o Darinho, à Prefeitura.
Se for eleito, será apenas mais um desafio na trajetória de Darinho, nascido em Piatã, no sertão baiano. A vida de Darinho é feita de desafios. Chegou a Morato aos seis anos – hoje tem 49 – não teve oportunidade de estudar como queria, e, com família de 13 irmãos, tratou de trabalhar.
Foi engraxate, ambulante, entregador de gás (foi o primeiro a fazer entregas com moto, numa época em que poucos tinham um telefone), ambulante e taxista a bordo de um Fiat 147. Montou um depósito de gás, depois um varejão de frutas, em seguida um mercado, já vendido, e hoje é dono de um depósito de aço.
Em 1996 passou a participar da vida política da cidade. Candidatou-se a vereador e não conseguiu se eleger, apesar de bem votado. Em 2000, novamente candidato, foi o 7º mais votado (Morato tinha 17 vereadores), mas o partido não teve o quociente eleitoral exigido. “Ganhei mas não levei”, brinca Darinho.
Em 2004 se elegeu com a maior votação para um vereador na história da cidade. Reelegeu-se em 2008 e 2012. Agora não esconde que muita gente o quer prefeito. “Tenho recebido incentivo de empresários, de líderes religiosos e comunitários, esportistas e professores, e principalmente de eleitores, para que eu dispute a Prefeitura”, conta ele.
Até o fim do prazo para recadastramento e transferência de títulos, Morato deverá chegar aos 115 mil eleitores. Tem mais de 200 mil habitantes, e só na rede pública, 50 mil alunos. Darinho vai precisar desses votos.
“Acredito que faço um bom trabalho na Câmara, brigando pela minha região (Santo Antonio) e pela cidade – diz ele. Recebi convites, estou sendo incentivado, e acho que chegou a hora de retribuir à cidade tudo o que ela me deu. É aqui em Morato que me realizei pessoalmente, profissionalmente e politicamente. A cidade me deu tudo o que sou, tenho gratidão por isso”.
O fato de não ser um doutor não inibe sua vontade de trabalhar. “Um prefeito não precisa saber tudo, precisa é se cercar de gente que sabe, de bons assessores”, afirma. E quanto aos assessores, Darinho é taxativo. “Temos excelentes profissionais na cidade, em todas as áreas, então precisamos aproveitar essa gente, que já conhece nossos problemas”, diz.
Darinho anda, e muito. Sempre de calça jeans e camiseta, não hesita em colocar a mão na massa quando preciso. Nem esconde a filosofia do matuto, de resolver as pequenas coisas, que somadas ficam gigantes. Fala com desenvoltura sobre criar alternativas de empregos e de cobrar eficiência dos possíveis auxiliares.
Darinho não é de usar terno e gravata, a não ser em solenidades muito importantes. “Tenho três ternos no guarda-roupa, conta ele. Um, preto, que usei na minha posse, em 2004; outro marrom, na minha posse em 2008, e outro riscado, que usei também na posse, em 2012. E nem no domingo, quando o PPS local vai receber alguns figurões, como o presidente estadual, deputado Davi Zaia, Darinho vai de terno.
O encontro de domingo será na Câmara Municipal a partir das 9 horas. O evento é aberto ao público, e nele deverão ser apresentados os pré-candidatos a vereador e os presidentes de partidos que deverão apoiar Darinho.





