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sábado, 31 outubro, 2026

Editorial: As sete pragas do Brasil

Conta a Bíblia, no Antigo Testamento, que o Egito foi assolado por sete pragas quando o faraó negou a libertação dos israelenses. Talvez, daqui a alguns milhares de anos, apareça uma versão atualizada da Bíblia, no Novo Testamento, contanto as sete pragas que assolaram o Brasil atual.
A maior de todas, sem dúvida, é a praga da classe política, infestada por corruptos, ladrões, gente sem caráter. As outras seis são a Vivo, a Oi, a Claro, a Tim, a Net e a Sky. Pragas quase impossíveis de serem combatidas ou anuladas, tamanho seus tentáculos e seu poder de convencer o governo.
A Vivo anunciou que está limitando o acesso à Internet. Algo que já acontece com o celular, onde o assinante tem direito a determinada quantidade de dados. A Vivo está fazendo isso com a Internet fixa. As outras integrantes da quadrilha também fizeram o mesmo, e duas já desistiram.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que tem obrigação de fiscalizar e fazer o serviço funcionar, afirmou oficialmente que isso é bom. Está na cara que a Anatel é vendida, é facciosa, e só favorece as operadoras.
Essas operadoras de telefonia, celular e TV têm outra praga (ou seria uma sub praga?), chamada telemarketing. Atendimento péssimo, grosseiro, desrespeitoso. Isso quando o assinante liga. Quando ocorre o contrário, o telemarketing é chato, insistente, e também desrespeitoso.
Quando alguém tenta cancelar uma assinatura entra para o calvário das transferências. Ninguém resolve. O tempo de espera é absurdo, e a ligação é jogada para outro atendente, para o supervisor, para o gerente, para o vice-treco da vice-coisa. Até a ligação cair.
Recentemente uma empresa fez contato com a Net para aumentar a velocidade de Internet. Mas velocidade custa bem mais caro. Mas só para fazer isso – aumentar a velocidade – a Net quis cobrar uma taxa absurda. A empresa cancelou a assinatura e mudou de operadora.
Dias depois o telemarketing da Net ligou querendo reverter a situação, manter a assinatura cancelada. Tudo havia mudado. Não se cobraria mais a taxa e ainda haveria algumas bonificações. Mas já era tarde. Disso ficou uma lição: a Net também só funciona com bafo no cangote.
Não há a quem reclamar. A Anatel se faz de surda, é conivente com as operadoras. E essas fazem o que bem entendem. Basta medir a velocidade da conexão – nunca é a que está sendo cobrada. É sempre menor. É como alguém comprar um litro de água, pagar por um litro, e receber só meio litro. Fica aí nossa colaboração para uma futura versão da Bíblia.

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