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sexta-feira, 30 outubro, 2026

Está chegando o dia da amiga, companheira, porto seguro…

O Dia das Mães, comemorado no domingo (8) reúne histórias de quem já é e de quem vive a maternidade diariamente

Sai ano entra ano e uma das datas mais importante é o Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio. Nesse dia os almoços em família e os agrados são essenciais, não só para as mães, mas também para as avós e tias.
De acordo com a História, antes de ser oficializado em 1914, algumas comemorações já existiam nas antigas Grécia e Roma. No Brasil, a data foi incorporada ao calendário em 1932, em decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.
Natália Constatino Serva tem 25 anos e duas filhas, de sete e dois anos. Atualmente divorciada, pretende se estabilizar para voltar ao trabalho. Teve a primeira filha com 19 anos e a segunda veio a partir de uma tentativa de reconciliação com o ex-marido. “Ao me tornar mãe fiquei mais alegre e responsável, minha rotina mudou mas me sinto uma pessoa melhor”, diz ela.
Com uma gravidez levemente conturbada, a jundiaiense Josilaine Cristina Oliveira de 28 anos, superou a depressão e está prestes a ganhar o segundo bebê. Trabalhou como operadora de caixa e ficou viúva aos 21 anos do primeiro marido, com quem estava num relacionamento desde os 18,  devido a um acidente de moto. Seu filho tinha apenas um ano e seis meses na época. Hoje, casada com um advogado, optou por uma cesariana, pois não teve dilatações ou contrações, o que também dificultou sua opção de tentar um parto normal.
Seu primeiro filho tem nove anos e toda a família aguarda ansiosamente a chegada da única menina. Mesmo sendo mãe, Josilaine não pretende parar. Ainda esse ano começa a fazer faculdade de Serviço Social, pois já participou de projetos e se identificou com a profissão.
“Hoje eu entro na sala de cirurgia esperando que meu marido monte o berço, faz duas semanas que estou esperando”.  A vovó Maria de Lourdes Oliveira de 55 anos, era só sorrisos, pois, a filha estava bem e feliz.
Mãe de três filhos, a ex- diarista Celiane Alves de Araújo Lima tem 35 anos e atualmente não mora com o marido. O casal se conheceu no Ceará e morava em Várzea Paulista. Ele abandonou a dona de casa e os filhos ao descobrir que sua filha caçula tinha hidrocefalia. A menina foi diagnosticada ao seis meses apenas e a partir dos sete anos começou a sofrer por uma atrofia do corpo e diversas complicações.
“Após a aceitação, tive medo de não saber como cuidar dela, pois, era diferente dos outros irmãos, tive de ter paciência”. Com o apoio dos filhos mais velhos, que hoje mantém a casa, ela leva a rotina cansativa de forma carinhosa. Aceita os filhos como são e os ama de qualquer jeito. O ex-marido mora em Atibaia há 13 anos e não visita os filhos desde que foi embora, atitude que não causou estranheza ao sobrinho de Celiane, Alekson Agner, de 30 anos.
O cabeleireiro ajuda a tia desde os 16 anos, acompanhando-a nos hospitais e consultas. Relata que o caso é complicado, que muitas vezes perde dia de serviço, mas que não pode deixá-la na mão, pois não é possível carregar a menina sozinha. Semanalmente são diversas consultas como gastro, neuro e fisioterapia, e além disso a criança precisou ser tratada das crises de convulsões quando mais nova.
Casada há 10 anos, mesmo tempo em que é mãe, a ex-balconista Daiane Oliveira de 35 anos, casou-se na Paraíba mas reside em Jundiaí desde que ficou grávida para a surpresa de todos.
“Meu marido passou por uma cirurgia quando tinha cinco anos, os médicos disseram que ele jamais teria filhos por causa de uma complicação”, conta ela. Daiane ainda complementa: “Fiquei muito nervosa durante toda a gestação, por causa da desconfiança dos meus sogros e familiares. Mas depois do nascimento do meu menino, não restaram dúvidas, pois ele é idêntico ao pai, até no modo de agir. Após ser mãe mudei meu jeito de ver e agir, me tornei mais afetuosa e gentil. Aprendi sobre o amor e tenho mais carinho pelos familiares”.
Débora Cristina Segóvia de 31 anos, deixou a maternidade após quatro dias do nascimento de seu quarto filho. Devido a problemas de pressão alta e diabetes, a menina veio ao mundo por meio de parto induzido, o que deixou a mãe apreensiva pois ainda não havia sido completado os nove meses de gestação.
A moradora do Residencial Burck, em Louveira está casada desde os 17 anos e engravidou por um descuido; contudo, a família está feliz. O marido, que é autônomo, esteve presente em todos os momentos, desde o nascimento do primeiro filho. Débora ganhou parte do enxoval e diz que além de muita responsabilidade, o maior aprendizado é levar a vida, pois é um grande desafio.

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