O governo deverá apresentar proposta de reforma nas aposentadorias com divisão em três grupos, conforme a situação do segurado no mercado de trabalho. A informação é do secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano.
Os mais jovens, que começam trabalhar ou entraram no mercado há pouco tempo, sentirão as mudanças mais duras. Quem está na fase intermediária, com dez ou 20 anos de serviço, terá uma regra de transição. As pessoas que já completaram os requisitos mínimos para se aposentar ou que vão atingir essas condições até a aprovação da reforma em pouco tempo, não serão prejudicadas.
Entram nesse último grupo homens com 35 anos de contribuição com a Previdência e mulheres com 30 anos de pagamentos, mas que ainda estão esperando para se aposentar com benefício maior pela fórmula 85/95.
Marcelo Caetano afirma que a parte difícil da reforma é a modulação dessas regras, principalmente levando em conta o prazo de retorno para a Previdência. Se as mudanças valessem somente para as novas gerações, o impacto sobre as contas públicas seria sentido só a partir de 2040. Caso valessem para todos, sem regras de transição, em menos de uma década haveria redução de gastos.
Para Caetano, se nada for feito, o sistema, que já apresenta déficit, poderá ficar inviável na virada para 2030. Segundo ele, sem os ajustes, só o aumento de impostos ou o sacrifício de mais investimentos em outras áreas podem ajudar a fechar o rombo. Porém, ninguém na Previdência falou em recuperar o que já foi roubado. Nem em diminuir os salários de deputados e senadores.





