Inventário feito no Palácio do Planalto aponta o sumiço de 4.564 ítens que pertencem ao governo e desapareceram
Todos já se acostumaram a ouvir noticiário da roubalheira feita no atacado por ministros e figuras próximas e dentro da Petrobras. Agora chegou a vez da roubalheira no varejo – o Tribunal de Contas da União mostra que desapareceram 4.564 coisas que são do governo e que se evaporaram nos últimos 13 anos.
Inclui-se na rapinagem a faixa presidencial. Outros bens, que são presentes recebidos por Lula e Dilma, e que por lei fazem parte do patrimônio do governo, também viraram pó. Parte deles foi encontrada no sítio do ex-presidente – uma adega de dar inveja.
A história começou com um pedido do senador Ronaldo Caiado ao TCU. Durante três meses seus técnicos fizeram o inventário, e quando souberam o resultado caíram de costas. 716 presentes recebidos por Lula e Dilma nem foram registrados – por lei são incorporados ao patrimônio. Desse total, 568 presentes foram dados a Lula.
Ficam fora da conta coisas pessoais, como bonés ou camisetas. Só sumiram coisas boas, como duas taças de prata folheadas a ouro de 18 quilates, entregues a Lula em 2007. Um trecho do relatório do TCU: “Não há como garantir que os acervos presumidamente privados de 568 bens, pertencente ao ex-presidente Lula, e o acervo de 163 bens, registrados como de propriedade da presidente Dilma, tenham sido corretamente classificados”. Resumindo: tudo foi roubado.
O que foi registrado também deixa dúvidas, segundo o TCU. No relatório, os documentos são classificados como frágeis e não confiáveis. Quando o presidente francês esteve por aqui, por exemplo, deu para Dilma um vaso de porcelana francesa. Hoje o destino do vaso é ignorado.
O TCU fez seu levantamento que incluiu 125.742 itens pertencentes ao governo. Em 2013 desapareceram 1.761 deles. Dos 45 setores responsáveis por tais ítens, o depósito do palácio é o campeão dos sumiços. O vice é o próprio palácio. Só desaparecem objetos de valor, como bandejas de prata, jóias e vez ou outra algum computador. E, pelo jeito, a faixa presidencial se tornou souvenir.





