84% da população têm algum tipo de dor crônica, mas quem sente demora para procurar tratamento
Não se trata de masoquismo, mas o fisioterapeuta Rafael Duarte afirma que é bom sentir dor. Um dos responsáveis pelo Instituto Alívio da Dor, de Jundiaí, Rafael explica – “a dor é uma espécie de alerta do corpo sobre alguma parte que não está funcionando como deveria”. A clínica existe há mais de dez anos e conta, além de Rafael, com neurologista, psicólogo, reaumatologista e anestesista (uma espécie de especialista em dores).
Rafael explica que as pessoas não levam muito a sério quando aparece alguma dor no corpo. “Normalmente se procura medicação, explica ele. O analgésico realmente alivia a dor, mas não elimina sua causa. Uma dor na perna, por exemplo, pode vir de algum problema de coluna”.
No quesito procurar ajuda as mulheres ganham disparado dos homens – elas procuram logo saber qual o problema, enquanto os homens postergam o quanto podem uma visita ao médico ou a uma clínica. “A mulher é mais ocupada, afirma Rafael. Trabalha fora, cuida da casa, do marido, dos filhos e ainda encontra tempo para cuidar de si”.
A maioria dos casos – 90% – dos que procuram o Instituto Alívio da Dor é de dor crônica, resultado da demora para iniciar um tratamento. “É próprio de nossa cultura usar o remédio, e pior que isso, se automedicar”, afirma Rafael. E a maioria dos casos também é de dor de coluna e dor de cabeça.
O Instituto atende casos de todas as idades e também os típicos pós-operatórios. Fica na rua Prudente de Moraes 772, no Centro, e atende de segunda a sexta das 7 às 20h e aos sábados das 7 às 12 – no caso dos sábados somente com horário marcado. Outras informações podem ser encontradas no site www.iador.com.br
No sábado (13), a partir das 15h, o Instituto da Dor promove o Encontro Dor e Saúde no Jardim Botânico, em Jundiaí. Aberto ao público em geral, o encontro é realizado mensalmente apenas para esclarecimentos e troca de conhecimentos.





