Quantidade de estradas e densidade de indústrias e população afetam a vida de mamíferos conclui estudo
A chamada pressão antrópica interfere diretamente na presença de mamíferos frugívoros ou carnívoros e em suas funções na dinâmica da biodiversidade. A pesquisa é inédita, orientada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade Estadual de São Paulo (USP), no Brasil, com a cooperação da United States Geological Survey (USGS), nos Estados Unidos.
A pesquisa usou como campo de trabalho a Serra do Japi, mas reforça a lógica de crescimento controlado das zonas periurbanas criadas pelo Plano Diretor Participativo, nas bordas da própria Macrozona de Proteção da Serra do Japi e Serra dos Cristais, assim como também da Macrozona de Proteção Ambiental, Hídrica e de Desenvolvimento Rural no outro lado do cinturão verde de Jundiaí.
Em outras palavras, a pesquisa conduzida pela doutora em ecologia Mariana Nagy Baldy dos Reis mostra que fatores humanos (como densidade de estradas, qualidade de cobertura florestal ou distância de áreas mais restritivas) reduzem mais a presença de mamíferos frugívoros como macacos, pacas, veados ou outros e mamíferos carnívoros como jaguatiricas, gatos-do-mato ou outros do que fatores ambientais como declividade, altitude ou a densidade hidrológica.
Tanto frugívoros quanto carnívoros, os mamíferos são considerados chaves no papel ecológico de dispersar sementes dos frutos (frugivoros) e regular a população de suas presas (carnívoros). Escolhida nessa cooperação nacional e internacional por ser uma das últimas áreas contínuas de mata atlânticas no Estado de São Paulo, a Serra do Japi abrange trechos em quatro municípios.
Mas apenas em Jundiaí conta desde uma Reserva Biológica Municipal (Rebio) com formato mais restrito de uso, até o território inteiro da cidade reconhecido como Área de Proteção Ambiental (APA), de formato mais aberto.
Da Rebio à APA – A pesquisa indica que antes desses indicadores não havia clareza sobre como as diferentes regras de manejo das áreas protegidas podiam influenciar a ocupação e uso do habitat das espécies estudadas.





