Enquanto aguarda o momento de comandar o filme solo de Batman, ainda sem previsão de lançamento, Ben Affleck posa de anti-herói em busca de redenção. O ator com um dos maiores salários da indústria (ele ganhou US$ 12,5 milhões para aparecer apenas alguns segundos como o homem-morcego no recente Esquadrão Suicida) encontrou um contraponto no thriller O Contador, de Gavin O’Connor que entra em circuito nacional dia 20, depois de ser uma das atrações do Festival do Rio, que vai até o domingo 16.
Seu personagem é um matador de aluguel com autismo — o que faz do filme uma espécie de cruzamento entre Uma Mente Brilhante e o espião Jason Bourne. Embora o contador Christian Wolff interpretado por Affleck use suas habilidades no mundo do crime, acaba ajudando uma colega (Anna Kendrick) a identificar os culpados de um desfalque de milhões de dólares numa empresa de robótica. Quando a jovem passa a correr perigo, o contador com treinamento militar é o único capaz de protegê-la.
“Eu não seria louco em tratar uma questão séria como o autismo com desrespeito”, diz Affleck, lembrando que, se não houvesse o gene causador desse distúrbio neurológico, o mundo não teria conhecido alguns dos seus maiores matemáticos, cientistas e músicos. “Interpretamos o que os autistas precisam enfrentar a vida inteira como algo heroico”.





