Dados divulgados pelo TSE mostram que neste ano, sem o financiamento empresarial, candidatos gastaram menos
As doações para as campanhas eleitorais caíram mais de R$ 4 bilhões nessas eleições em relação à disputa municipal anterior. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que os candidatos receberam R$ 2,381 bilhões, ante R$ 6,299 bilhões declarados em 2012. Os gastos eleitorais também caíram significativamente. Esse ano o número foi R$ 2,131 bilhões, sendo que, nas eleições municipais anteriores, o número foi R$ 6,243 bilhões.
“Um dado inequívoco. Houve uma significativa redução de gastos, isso é positivo”, avalia o presidente do TSE, Gilmar Mendes. O ministro ressalta que os números oficiais podem subir porque os candidatos ainda têm prazo para fazer as declarações.
“Uma diferença significativa, o que talvez reflita o caráter mais modesto, mais econômico da campanha, em função das mudanças ocorridas na legislação”, diz. Para o ministro Dias Toffoli, a redução também é positiva. “É diminuição da influência de dinheiro na política”, afirma.
Segundo o TSE, 150 candidatos foram presos por boca de urna, divulgação de propaganda, transporte ilegal de eleitores e corrupção eleitoral. 1.005 eleitores foram presos por corrupção eleitoral, alto-falantes e distribuição de propaganda. Minas Gerais foi o estado com mais prisões. Foram 43 candidatos e 245 eleitores.
Das 196.159 urnas com identificação biométrica, 1.850 foram substituídas. As urnas sem identificação biométrica apresentaram menos problemas. Das 236.800 espalhadas pelo Brasil, apenas 1.819 foram trocadas. A maior quantidade de substituição ocorreu no Rio de Janeiro (678 urnas), seguido do estado de São Paulo (486 urnas). Em Roraima, apenas sete foram substituídas. Nenhum estado utilizou a votação manual.





