Mais da metade das cidades que escolheram prefeitos no primeiro turno serão comandadas por gente de dinheiro
No primeiro turno da eleição, no último domingo (2), 37 cidades com mais de 200 mil eleitores, que poderiam ter segundo turno, liquidaram a fatura no primeiro. Desses 37, 23 declararam oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) patrimônio de um milhão para mais.
O campeão de patrimônio é de Betim (Minas) – Vittorio Medioli, do PHS, eleito prefeito, declarou R$ 352.572.936,23. João Dória, eleito na Capital, declarou patrimônio de 179.765.700,69, e ACM Neto, eleito em Salvador, patrimônio de R$ 27.886.721,62. ACM é neto do ex-orixá-senador-governador Antonio Carlos Magalhães, também conhecido como Toninho Malvadeza, que já morreu.
Os estados que abrigam mais desses prefeitos endinheirados são São Paulo e Minas – 11 são paulistas e quatro são mineiros. Dez desses 37 estão no PSDB. Além de São Paulo e Salvador, Natal e João Pessoa são as outras capitais com prefeitos milionários. Já os prefeitos de Rio Branco, Teresina e Boa Vista têm patrimônio abaixo de R$ 500 mil.
O segundo turno, marcado para o dia 30, é outra história. Das 55 cidades em que haverá segundo turno, 30 possuem pelo menos um milionário na disputa. Os mais endinheirados ainda são Udo Dohler (PMDB), em Joinville (SC), com R$ 11.375.509,62; Dr. Hildon (PSDB), em Porto Velho (RO), com R$ 11.261.219,90; Raul (PV), em Bauru (SP), com R$ 5.501.714,06; e Sidnei Rocha (PSDB), em Franca (SP), com R$ 4.731.357,23.





