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domingo, 18 outubro, 2026

Tratamento do câncer de próstata reduz risco ao coração

Terapia promove o bloqueio direto da testosterona após três dias do início do tratamento, ajudando o coração

A cada ano cresce o número de casos de câncer de próstata no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 61.200 novos casos da doença no País em 2016. Trata-se do segundo câncer mais incidente entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente na população masculina.
A doença, na maioria dos casos, é assintomática em seu estágio inicial e por isso os sintomas começam a surgir apenas na fase avançada ou metastática. Outro ponto de atenção é a idade, pois três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos, idade em que o paciente costuma ter outras doenças associadas como risco cardiovascular aumentado.
“Como há risco alto de doenças cardiovasculares em idosos com câncer de próstata, é fundamental que o estado de saúde do paciente seja levado em consideração para a escolha do tratamento mais adequado, especialmente se o indivíduo apresentar histórico de doença cardiovascular ou pertencer ao grupo de risco”, explica Ariane Macedo, cardiologista e vice-presidente do Grupo de Estudos em Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Estima-se que 30% dos pacientes com câncer de próstata possuam doenças cardiovasculares associadas. E nesses casos, estudos demonstraram que o tratamento hormonal antagonista – um bloqueador dos receptores de GnRH – demonstrou a redução do risco de eventos cardiovasculares em 56% quando comparado às terapias agonistas através de metanálise.
 

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