Pesquisa do Idesf mostra que as cidades das fronteiras ligados ao contrabando apresentam PIB per capita abaixo da média nacional
Estudo inédito do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf) aponta que as 120 cidades brasileiras, que fazem fronteira com países da América do Sul e são as mais ligadas ao contrabando, possuem também os piores índices de desenvolvimento social e econômico, com números muito abaixo da média nacional e de centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo. A pesquisa foi apresentada durante a 3º edição do Seminário Fronteiras do Brasil, em Foz do Iguaçu.
Para o presidente do Idesf, Luciano Barros, os resultados mostram que o contrabando tem efeitos negativos sobre a economia das cidades. “Mesmo em locais como Foz do Iguaçu, que tem uma economia mais diversificada que as outras cidades, o crime do contrabando causa à população sofrimentos severos”, afirma.
Entre as 120 cidades fronteiriças analisadas, além de Foz, outras cinco se destacam como os principais entrepostos de mercadorias contrabandeadas que entram no Brasil. São elas: Coronel Sapucaia (MS), Guaíra (PR), Mundo Novo (MS), Paranhos (MS) e Ponta Porã (MS).





