O professor e doutor Steve Witkin, responsável pelo laboratório imunológico de gravidez da Cornell University, de Nova York, EUA, esteve no Hospital Universitário (HU) na semana passada para conhecer e firmar parceria com o projeto de pesquisa “Infecção vertical pelo vírus Zika e suas repercussões na área materno-infantil”.
A pesquisa tem sido desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) em parceria com HU desde o mês de março deste ano. O professor e doutor Antonio Fernandes Moron, titular do departamento de Obstetrícia e responsável pela disciplina Medicina Fetal da UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo) também esteve presente. Ambos foram recebidos por doutor Saulo Duarte Passos, infectologista e pediatra, responsável pelo projeto desenvolvido pela coorte de Jundiaí.
O projeto da FMJ e HU é o único no mundo que desenvolve trabalho com a mãe durante a gestação e depois com o bebê ao nascer. As pesquisas realizadas em outros países, normalmente incluem apenas um destes públicos. Este diferencial desperta o interesse de outros pesquisadores, que desejam compartilhar informações e estudos sobre o vírus zika, os vetores relacionados e outras doenças decorrentes do vírus.
Atualmente a pesquisa é realizada com 500 mulheres e 250 bebês. As futuras mamães que participam do projeto fazem exames de sangue, urina e saliva, respondem a questionários semanais e o desenvolvimento do bebê é acompanhado por meio de ultrassom com equipamentos de última geração, o que permite maior precisão.
Este último exame é realizado da clínica do doutor Moron, que fica em São Paulo. Quando os bebês nascem, seu crescimento é acompanhado pelo período de três anos. Toda a pesquisa deve ser concluída em 2.020.
Durante sua visita, Witkin teve acesso aos dados coletados até o momento, conheceu a equipe de voluntários do projeto, visitou as dependências do HU, se colocou à disposição para dividir informações já obtidas pela Cornell University e propôs a Passos um desafio. “Ele sugeriu que a pesquisa investigue a dinâmica do vírus zika, ou seja, por qual motivo alguns bebês de mães portadoras do vírus nascem com microcefalia e outras não”, disse. O desafio foi aceito.





