Levantamento realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo INPE apresenta também o histórico de 30 anos de monitoramento
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram na semana passada o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, estudo que detalha a situação dos remanescentes florestais e seus ecossistemas associados nos 3.429 municípios abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica.
Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados, como Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos no Piauí, no topo da lista, com quase 96% do total natural preservado. Outro município piauiense, no entanto, lidera o ranking de desmatamento entre 2014 e 2015: Alvorada do Gurguéia perdeu 1.972 de hectares de Mata Atlântica no período.
Segundo os dados do Atlas, seis dos 10 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no último período são de Minas Gerais, onde a perda de florestas está diretamente ligada à atividade de mineração, especialmente em cidades como Curral de Dentro, Jequitinhonha e Águas Vermelhas, que estão localizadas na região conhecida como triângulo do desmatamento.
Os municípios baianos de Cotegipe, Brejolândia e Baianópolis, que estão localizados nos limites do Cerrado e sofrem a pressão da expansão da fronteira agrícola, sobretudo soja e milho, além de pecuária, completam o ranking dos principais desmatadores.
O levantamento traz ainda informações compiladas dos últimos 30 anos e aponta que as cidades do Paraná tiveram maior perda vegetal entre os municípios monitorados desde 1985. Entre as 10 primeiras colocadas no ranking histórico de desmatamento aparecem cinco cidades paranaenses: apenas em Rio Bonito do Iguaçu houve a perda de uma área equivalente a quase 25 mil campos de futebol.





