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quarta-feira, 14 outubro, 2026

Brasil se tornou zona de meretrício. Pode por a luz vermelha

A confusão é tamanha, e provocada por quem deveria por ordem, que ninguém mais sabe quem deve ou não respeitar

De uns tempos para cá nosso país não deveria mais ser chamado de República. Está mais para um bordel, daqueles de quinta categoria, do que para uma Nação de verdade. Não elegemos mais deputados, senadores e outros tipos de políticos – elegemos verdadeiras quengas, prostitutas baratas, que vendem a consciência conforme seus interesses.
O caso mais recente é o do presidente do Senado, o prostíbulo mais luxuoso do país, Renan Calheiros, que não cumpriu uma determinação da Justiça, que havia determinado seu afastamento. Ficou por isso. Dias depois, o mesmo STF votou a questão e mandou Renan continuar com seu traseiro numa das cadeiras mais importantes do lupanar.
Renan, cara de pau como só ele, afirmou que ordens da Justiça deveriam ser cumpridas. Justo ele, que acabava de descumprir uma ordem. O impeachment de Dilma Roussef foi outro caso confuso, atípico e totalmente longe da Constituição. Foi impedida de governar, mas teve seus direitos políticos preservados. Ao contrário do que determina a Constituição, que inclui a perda desses direitos automaticamente em caso de impedimento.
A roubalheira está institucionalizada. A lista da Odebrecht, entregue aos promotores da Lava Jato e ainda não divulgada oficialmente, tem mais de 200 deputados e senadores incluídos, que continuam recebendo salários, tendo motoristas, assessores e seguranças pagos com dinheiro público, e pior de tudo, continuam roubando descaradamente. Não elegemos somente quengas – elegemos também gângsters. Al Capone seria hoje um anjo perto dessa gente.
Em Osasco, onze vereadores foram presos por usarem funcionários fantasmas para encherem seus bolsos. O prefeito eleito da cidade está com prisão decretada, e é dado como foragido. Em muitas cidades, há prefeitos e vereadores presos por corrupção.
O chefe do bordel, cafetão-mor Michel Temer, insiste em reformar a Previdência Social. Como rufião que é, toca o terror, avisando que a Previdência vai quebrar. Como argumento, afirma que o dinheiro de quem trabalha não é mais suficiente para pagar as aposentadorias. Mas esconde a realidade da Previdência, que ao contrário do que afirma, dá muito lucro.
Nas contas da Previdência, quando o assunto é aposentadoria, não entram as taxas recolhidas pela construção civil, impostos que deveriam ser repassados, nem as renúncias fiscais que essas vadias do Congresso fazem para agradar industriais e empreiteiros. Quengas, como se sabe, não fazem nada de graça.
O Judiciário, que poderia por um pouco de ordem e respeito nessa alcova, parece colaborar para aumentar a confusão. Há cidades – e nem se precisa ir tão longe – em que a situação política não está definida. O prefeito eleito não está eleito de fato. Há uma série de recursos ora de um lado ora de outro, e a decisão é protelada ad infinitum. Demoram para tomar posição, para julgar. Não são deuses, lembre-se.
Juízes de cidades perdidas no mapa, sem qualquer importância, esbanjam liminares. Suspendem serviços como o WhatsApp com a mesma facilidade com que compram uma laranja. Ganham notoriedade, entram para o folclore. Mas suas canetadas animam rufiões, cafetões, quengas e cafetinas.
Hospitais públicos estão à míngua por falta de vontade política, embora todos, sem exceção, apregoaram em suas campanhas que iriam cuidar da Saúde. Escolas – o resultado está à vista – estão caindo aos pedaços, professores são mal pagos, e ninguém aprende nada. A última prova, o Pisa, mostrou que nossos estudantes não sabem ler, não sabem fazer contas (sete em cada dez) e não entendem o que foi lido, quando conseguem.
Segurança é caso perdido. Traficantes e ladrões dividem o bordel com as vadias que elegemos. Ninguém tem coragem de modificar leis, de mandar essa gente para a cadeia. Essa relação incestuosa não permite dar segurança ao cidadão que trabalha e procura pagar em dia seus impostos. E essas prostitutas prometeram em suas campanhas tudo isso: Educação, Saúde e Segurança.
Definitivamente a ordem se foi. Governos reclamam da falta de dinheiro. É bom que falte, assim não têm o que roubar. A anarquia vai aumentar mais ainda. A desobediência civil está começando. Quem sabe aconteça uma revolução de verdade e possamos erguer inúmeros cadafalsos para purificar o país. Questão de tempo, nada mais.

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