Entre os casais que se separam, período entre as datas da união e do divórcio é de 18 anos, mesmo número do Acre
O IBGE divulgou na semana passada o estudo Estatísticas do Registro Civil 2015, revelando peculiaridades como a liderança do Rio Grande do Sul no tempo de duração de casamentos, ao lado do Piauí. Nas uniões gaúchas que chegam ao fim, o período médio transcorrido entre a data do casamento e a do divórcio é de 18 anos, três a mais do que a média brasileira.
O documento do IBGE que reúne dados sobre nascimentos, óbitos, taxa de mortalidade infantil, casamentos e divórcios, com informações prestadas pelos cartórios de registro civil de todo o país, também mostra que as uniões legais entre cônjuges de sexo diferentes aumentaram 2,7% no Brasil, enquanto que os de cônjuge do mesmo sexo 15,7%, representando 0,5% do total de casamentos registrados.
No Rio Grande do Sul, para 41.416 casamentos realizados, ocorreram 9.009 divórcios em 2015. Mas há municípios que apresentam uma diferença muito mais sutil entre uniões e divórcios. Não-Me-Toque teve 44 casamentos e 33 divórcios, e Casca, 24 casamentos e 17 divórcios. Mas também há municípios como Carlos Barbosa, na Serra, que teve 129 casamentos e apenas seis divórcios.
Em análise dos nascimentos em 2005, 2010 e 2015, há progressiva mudança na idade com a qual as mulheres têm filhos. Em 2005, o padrão da curva dos nascimentos era eminentemente jovem, com mais de 30% dos nascimentos em casos de mães entre 20 e 24 anos. Em 2010, nota-se uma diminuição relativa dos nascimentos desse grupo e aumento dos nascimentos de mães que tenham entre 25 a 29 anos.
Os dados de 2015 também evidenciam o aumento da representatividade dos nascidos registrados de mães do grupo etário 30-39 anos em relação aos demais anos analisados, com relativa redução dos registros de filhos de mães em idades mais jovens.





