O ex-presidente é indiciado por corrupção passiva, e os demais seis acusados, por lavagem de dinheiro em inquéritos sobre suposta propina paga pela Odebrecht por meio do ex-ministro da Fazenda.A Polícia Federal (PF) indiciou nesta segunda-feira (12/12) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção passiva em dois casos que, segundo os investigadores, envolvem o pagamento de propina pela construtora Odebrecht, noticiou o portal de notícias G1.
Além de Lula, a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e mais quatro pessoas foram indiciadas pelo crime de lavagem de dinheiro.
Segundo a acusação, Lula teria se beneficiado diretamente de um suborno pago pela Odebrecht e intermediado por Palocci. O ex-ministro usava sua influência para atuar em favor da construtora no governo, afirmam os investigadores.
Uma parte da propina teria sido destinada à compra do terreno, adquirido em novembro de 2010 pela a empresa DAG Construções, de um amigo do empreiteiro Marcelo Odebrecht, afirmam os investigadores. Porém, o terreno nunca foi usado para a construção da sede do Instituto Lula.
Já o apartamento teria sido comprado por Glaucos da Costa Marques, primo do pecuarista e amigo de Lula José Carlos Bumlai, e alugado ao ex-presidente. Porém, segundo os investigadores, Lula nunca pagou aluguel, apesar de usar o apartamento desde 2003, noticiou o site do jornal O Estado de S. Paulo.
Lula já foi alvo de quatro denúncias pela Procuradoria-Geral da República e responde a três ações penais. As acusações feitas pela Polícia Federal serão agora analisadas pelos promotores, que, se as julgarem procedentes, pedirão à Justiça que processe os sete acusados. Todos os acusados negaram que haja irregularidades.
Ao G1, a defesa do ex-presidente afirmou que a transação envolvendo o terreno onde supostamente seria edificado o Instituto Lula é um “delírio acusatório” “Nós apelidamos de transação imobiliária Manoel Bandeira, o nosso poeta. Uma transação que teria sido feita, mas que nunca foi. Portanto, estamos orbitando na esfera da ficção”, afirmaram os advogados.






