A alta ocorreu em 10 dos 13 principais segmentos pesquisados e foi determinada pela melhora do Índice de Situação Atual.
“Após avançar 10 pontos entre fevereiro e agosto do ano passado, a confiança do comércio estabilizou-se na faixa entre 78 e 80 pontos nos últimos seis meses. O segmento parece incomodar-se pouco com a incerteza do ambiente político e se preocupar bastante com o custo e a disponibilidade de crédito para consumo. Assim, é possível que aceleração da queda dos juros sinalizada em janeiro pelo BC colabore para que a confiança do comércio – ainda muito baixa em termos históricos – volte a registrar ganhos nos próximos meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV-Ibre.
A alta do índice de confiança do comércio ocorreu em 10 dos 13 principais segmentos pesquisados e foi determinada pela melhora do Índice de Situação Atual (ISA), que subiu 1,2 ponto, alcançando 68,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) ficou estável (-0,1 ponto) em relação a dezembro de 2016, ao registrar 89,9 pontos.
Entre os indicadores que integram o ISA, a maior contribuição para a alta do mês veio do quesito que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual, que avançou 4,7 pontos em relação ao mês anterior, para 69,7 pontos. Já o indicador que mais contribuiu para a suave queda do IE-COM foi o que mede a situação dos negócios nos seis meses seguintes, com recuo de 3,2 pontos no mês.
Descolamento
Em janeiro, a confiança do comércio não seguiu a tendência de forte alta apresentada pelos outros dois índices de confiança já divulgados pela FGV, do Consumidor e da Indústria (prévia). Este resultado dos dados mensais pontuais não parece tão surpreendente, no entanto, quando considerada a evolução destes indicadores em médias trimestrais, pondera a FGV. Na ponta, o a confiança da indústria (preliminar) teria subido 3,1 pontos e o indicador de média móvel, 0,6 ponto. No caso do consumidor, a alta pontual de 6,2 pontos se converte em queda de 0,2 ponto na métrica de média móvel trimestral.
A edição de janeiro da sondagem do comércio coletou informações de 1.120 empresas entre os dias 2 e 24 deste mês.





