Deputados estimam que, somados salários, gratificações e demais gastos, custo pode chegar a mais de R$ 7 milhões
Desde o final de 2016, ex-presidentes e ex-secretários da Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) dispõem de um gabinete extra composto de duas salas com até quinze funcionários, além de veículo, verbas para correspondência, materiais impressos, fotocópias, clipping e conta telefônica.
A Alesp não informa o custo do benefício, mas alguns deputados estimam que, somados salários, gratificações e demais gastos, o custo pode chegar a 600 mil reais por mês ou mais de sete milhões de reais por ano aos cofres públicos.
Deputados que exercem os cargos atualmente, mas já tiveram passagens anteriores, como os atuais primeiro e segundo secretários – Enio Tatto (PT) e Edmir Chedid (DEM) –, chegam a ter a direito a três gabinetes diferentes: de deputado, de secretário e de ex-secretário.
Os gabinetes extras para membros da Mesa Diretora da Assembléia existem desde 2003, criados por ato normativo. Na época, o número de servidores era menor, mas foi ampliado em 2008. Em 2009, a direção da Alesp decidiu reduzir a estrutura dos gabinetes, mas no fim do ano passado a Mesa Diretora voltou aos mesmos termos de 2008.





