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sábado, 10 outubro, 2026

Rebaixado, Paulista lembra Pires, Pfulg e Palhares

Dias de glória ficam na saudade. Paulista é novamente rebaixado e mais um pouco pode desaparecer
O Paulista Futebol Clube já foi um símbolo para a cidade. Time de interior, fora da chamada elite, surpreendeu muita gente. Em 1968, por exemplo, saiu da 2ª e foi para a 1ª divisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) invicto; rebaixado para a 2ª, subiu novamente em 1984; 13 anos depois, foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, justamente em cima do Corinthians, e oito anos depois ganhou a Copa Brasil.
Isso é história. Hoje a realidade é outra, e bem diferente. O Paulista de hoje está desacreditado, no fundo do poço. Mas uma coisa chama a atenção do torcedor – em todas as épocas de glória havia presidentes de visão e arrojo. Em 1968, Wanderley Pires brigava como louco na FPF pelo Paulista. Em 1984, Joseph Pfulg reuniu pessoas da cidade inteira para salvar o Paulista.
De todos os ex-presidentes, que de uma forma ou outra deram sua colaboração, um marcou a vida do clube. Eduardo Palhares, hoje presidente da DAE S/A, dirigiu o Paulista durante 12 anos (1998 a 2010) e foi com ele que o Paulista conheceu o sucesso de verdade – foram vinte títulos, alguns considerados impossíveis. Média de mais de 2 títulos por ano.
Palhares trouxe a Parmalat, e já no ano seguinte o clube conquistou a Copa São Paulo. Um ano antes, havia trazido a Copa SP de Futebol Junior. Em 2004 disputou a final do Campeonato Paulista, e em 2005 foi campeão da Copa Brasil, que levou o Paulista a disputar a Libertadores no ano seguinte.
Os tropeços começaram a partir de 2011. Em 2014 foi novamente rebaixado, e no ano passado conseguiu ser o pior time do Brasil, segundo o Ranking Nacional de Clubes feito pela Confederação Brasileira de Futebol.
Palhares não é unanimidade entre torcedores, mas ninguém consegue negar que enquanto esteve à frente do Paulista o clube não conheceu o fracasso. Há quem até evite associar sua figura ao Paulista, por medo ou inveja até. No lançamento do Novo Paulista, na sede central do Clube Jundiaiense, Palhares nem foi convidado para compor a mesa. Passou anônimo, na platéia.
O Novo Paulista não deu certo. As dívidas não pararam de crescer, principalmente as trabalhistas – embora que, quando a Parmalat se retirou, deixou tudo zerado e ainda alguns milhões de reais em caixa. Os processos resultaram em penhora do estádio, que vai a leilão.
O estádio foi inaugurado em maio de 1957 e leva o nome de um ex-presidente da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o engenheiro Jayme Pinheiro de Ulhoa Cintra – o homem que comandava os ferroviários que haviam fundado o Paulista no dia 17 de maio de 1909, sucedendo o então Jundiahy Fott Ball Club.

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