É para ser novo, mas empresa que assume o serviço é do grupo da Rápido Luxo Campinas, a atual permissionária
No dia 12 de agosto, um sábado, saem de cena os ônibus da Rápido Luxo Campinas e entram os da Rápido Sumaré no transporte coletivo de Várzea Paulista. A Prefeitura promete ser rigorosa na fiscalização, e o contrato prevê uma série de punições à empresa caso não haja seu cumprimento.
Que as empresas são farinha do mesmo saco não resta dúvida. Na Internet, a Rápido Sumaré afirma textualmente pertencer ao mesmo grupo da Rápido Luxo, fundado pelo empresário português Belarmino de Ascensão Marta.
Entre a população, já cansada de sofrer com os descasos da Rápido Luxo, há alguma esperança. Mas não muita. O atual contrato com a RLC também prevê uma série de exigências, que a empresa ignora solenemente. O novo contrato, com a Sumaré, prevê punições em casos de atrasos, mudança de itinerário e até ônibus sem conforto.
Nessa mudança, Várzea está adotando uma espécie de bilhete único, com o nome de Cartão Inteligente. Com ele, o passageiro paga uma única tarifa, seja lá para onde for ou voltar, dentro do período de três horas.
O contrato, que antes era de 30 anos, agora é de 15, mas isso não reforça a confiança da população na nova empresa, cujos ônibus ostentam o logotipo que caracteriza o grupo, e que lembram demais a Rápido Luxo, também conhecida como Viação 3 Mentiras – não é rápido, não tem luxo nem é de Campinas.





