O delegado e vereador Paulo Sérgio Martins defende que população ande armada para se defender de bandidos
Desde que implantando, o Estatuto do Desarmamento é motivo de polêmica. Nesta semana, o vereador Paulo Sérgio Martins, que é delegado de Polícia há mais de 30 anos, defendeu a posse e o porte de arma pela população. Em sua opinião, o Estatuto foi nefasto para o País.
“O Estatuto foi nefasto, fez muito mal para o País – diz ele. Embora qualquer pessoa possa comprar uma arma, o tal direito à propriedade, pode ser presa se não tiver o porte, se não puder carregar essa arma. Isso dá ao bandido certeza de quem vai encontrar alguém fragilizado na hora de assaltar”.
Como exemplo, Paulo cita como eram os assaltos antes do Estatuto. “Antes, depois de render a vítima, o assaltante revistava a pessoa em busca de arma. Hoje não faz mais isso, pois tem certeza que a vítima está desarmada”, afirma.
Ele também não consegue explicação para a implantação do Estatuto. “O referendo de 2005 apontou 63% das pessoas contra o desarmamento, mas mesmo assim o governo ignorou o resultado”. Paulo também entende que essa medida não diminuiu os índices de homicícios.
“Quem quer matar alguém, mata, diz ele. Seja com revólver, com faca, com corda. Se fizerem um referendo hoje, na minha opinião pode chegar a 80% o número de pessoas contrárias ao desarmamento”.
Antes do Estatuto, o porte de arma cabia às polícias estaduais. Hoje somente a Polícia Federal pode emitir tal documento. E o Estatuto é tão incoerente que, quando foi implantado, até policiais foram presos por porte ilegal de arma quando fora de seus estados de origem – o Estatuto permitia o porte somente em seu estado.
“Tivemos policiais presos em Minas e no Rio Grande do Sul, e aí foram adaptando o estatuto, diz o delegado. Isso mostra que quem fez o estatuto não pensou, não tinha vivência, estava em outro mundo”, diz ele.
Paulo é a favor de que a população esteja armada, mas dentro de regras, após cada interessado em ter arma passar por testes, como era antes. “O pior de tudo, diz ele, que no embalo da implantação do estatuto, muita gente entregou sua arma, uma vez que o governo prometia pagar R$ 100. Ficou sem arma e sem o dinheiro, que nunca foi pago”, conclui.





