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Galdino Mesquita

Ministra, há milhares de escravos por ai

Para alguns, este assunto já deu, foi uma gafe. Mas para os 40 milhões de brasileiros que ganham R$ 937,00 por mês, não. Nem para outro milhão de refugiados e imigrantes escravizados no Brasil. Não, ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, para os miseráveis o seu pedido de 61 salários mínimos é um deboche. No dia de Finados, sua excelência queria porque queria receber o dobro do que ganha (passar de R$ 33,7 mil para R$ 61,4 mil mensais) alegando que está numa condição de “escrava”. Piada, excelência? Ou brincadeira de mau gosto?

Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos, apresentou ao Temer um pedido para acumular salários e receber brutos R$ 61,4 mil. Em 207 páginas, ela reclamou do teto constitucional, que só pode receber R$ 33,7 mil do salário de ministra. No documento, diz que essa situação, “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”. Madame, 207 páginas lhe devem ter tomado seu tempo em semanas ou meses para escreve-las. Defender os direitos humanos no país? Não, ministra, não deve ter lhe sobrado tempo.

O assunto não é pra ser engavetado – como muitos outros em Brasília – porque um em cada quatro dos economicamente ativos deste Brasil vive como “escravo”. Sabia disso, Excelência? Como seu governo autoriza um salário de R$ 937 para um ser humano pagar aluguel, alimentação, roupas e remédios para a família (com 2, 3, 4 filhos)? O seu ministério dos Direitos Humanos deveria ver isso. Que direito humano é este que seu cargo deve cuidar e promover, se não oferecer um salário que, pelo menos, o trabalhador consiga pagar comida e remédio? Mesmo que ele e família morem num barraco, porque o aluguel está custando os olhos da cara.

Já foi decretado pelo seu presidente Michel Temer o salário mínimo de 2018, valendo a partir do dia 1º do ano, para 40 milhões trabalhadores e que terá um aumento de 6,47%.O empregado registrado passará a receber um aumento de R$ 17,00. Foi de R$ 937,00 para R$ 954,00. Que aumento, digna digníssima ministra. Não dá pra comprar uma pizza.. E sua excelência disse que o seu deveria ser de R$ 61,4 mil? Poderia nos explicar como será o ano daqueles com carteira assinada, que receberão o mínimo? E dos verdadeiros escravos (haitianos, bolivianos, coreanos, crianças, sertanejos, biscateiros etc.) que ganham menos, bem menos que este miserável soldo?

Sua excelência declarou que precisa ganhar mais porque o cargo que ocupa lhe impõe custos como se “vestir com dignidade” e “usar maquiagem”. O Código Penal define trabalho análogo ao de escravo o que submete a pessoa a condições degradantes, jornada exaustiva, trabalho forçado, cerceamento de locomoção e servidão por dívida. Mas como ministra, Luislinda tem direito a carro com motorista, jatinhos da FAB, cartão corporativo, imóvel funcional e salário de R$ 33,7 mil, fora uma dezena de “aspones” pagos com nosso dinheiro para servi-la.

Haitianos: num frigorífico em Cascavel (PR), 380 imigrantes haitianos desossam frangos e penduram galinhas. Pelo salário mínimo de R$ 1 mil, suportam oito horas diárias sob um frio de nove graus, temperatura abaixo do limite de 12 graus (lei internacional e do Ministério do Trabalho). A PUC-MG divulgou estudo que há cerca de 50 mil haitianos no país. Junto a senegaleses, nigerianos, bengaleses, bolivianos, coreanos, sírios etc. chegam a um milhão os novos escravos no Brasil. Fora os milhares que estão fugindo da fome e da repressão bolivariana da falida Venezuela chavista, e que, hoje estão entrando no Brasil a troco de um prato de comida.

Pessoas forçadas ao trabalho escravo em todo o mundo chegam a 27 milhões, de acordo com relatório publicado pela organização internacional de Direitos Humanos Anti-Slavery International. No Brasil, ministra Luislinda, temos um milhão destes seres. Então, pare de pedir bobagens e de “mimimi” e dê uma olhada, uma ajuda pra estes desvalidos da neoescravidão no país. É caso de urgência, de Direitos Humanos de verdade e que nós brasileiros estamos lhe pagando pra fazer isto.

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