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Leandro Salgentelli

A saudade que fica

Quando é que a gente se dá conta que sente algo por alguém? Como saber se o sentimento vai brotar por livre e espontânea vontade numa segunda-feira de manhã?  O que a gente sente passa?

É curioso o como amar deixa a gente vulnerável e ao mesmo tempo pleno e inteiro. O duro não é descobri-lo ou admitir o sentimento. Difícil mesmo é quando traz mudanças de dentro pra fora. Quando sua única alternativa é permitir o giro de 360 graus e mergulhar.

Você não esperava que fosse se apaixonar por aquele homem que no início trocou poucas palavras. Você não imaginava que os olhares em algum momento fossem se cruzar. Você não imagina que depois do primeiro beijo fosse surgir o frio na barriga e que tudo iria ficar mais intenso.

Era uma brincadeira entre adultos que achava que mandava no que sente. Era uma paixão que crescia numa sexta-feira à tarde. Era o mundo lá fora, mas era só vocês dois ali. Era sem medo.

E quando acabou, ficou a saudade do beijo, do perfume, as lembranças do quanto foi bom. Quando acabou ficamos rodando em círculos, vendo a hora passar ao som do tic-tac sem conseguir fazer nada. Quando acabou, perdi o sono, perdi a noção do tempo e dos dias. Quando acabou que descobri que o que sentia era maior.

A gente só vai dar conta do que a gente sente quando estamos embriagados. Toma-se uma dose, toma a segunda, a terceira, a quarta e quando damos conta não conseguimos atravessar a porta sozinho.

Dizem que o tempo ameniza tudo. Mas o que fazer quando se ainda frequenta o bar?  E no compasso dos dias ainda sente vontade de beber o álcool que está bem a sua frente e que te faz tão bem?

Quando me dei conta do vício, recuei. Recuei para entender minha confusão. Mas o estrago estava feito. Eu havia me despido. Eu havia tirado a roupa no escuro. E só fui encontrar algumas peças que me pertencia na semana seguinte.

E durante esse percurso, dessa ida ao céu e inferno quase que simultaneamente, descobri que o sentimento havia tirado a minha armadura, havia tirado de mim a carência, o vazio, o que me faltava. O sentimento me trouxe a autoconfiança ao mesmo tempo que tirava a ilusão da autossuficiência.

Se o que a gente sente passa? Eu definitivamente não sei. E não sei se quero saber. O que me é palpável é que a saudade que sinto não cessa. E se não sei explicar tudo o que me aconteceu, enfim, aceito.   

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