Quando a São Paulo Railway inaugurou a estação ferroviária de Jundiaí, na Praça Mauá, sua construção era vista como um exemplo de funcionalidade e bom gosto. Boa parte do aço e outros materiais foi importada da Inglaterra. Mas isso em 1867. 152 anos depois a história é bem diferente.
De lá para cá a SPR mudou de nome, tornou-se Estrada de Ferro Santos a Jundiaí, pertencente à Rede Ferroviária Federal e hoje está em mãos de particulares para transporte somente de carga. Aos passageiros, o governo substituiu o antigo trem de subúrbio, conhecido como panela de pressão, pela CPTM.
Nesse tempo a estação passou por algumas reformas. Pequenas, que mantiveram sua arquitetura tradicional. Hoje o que se vê são paredes descascando, telhado cheio de buracos, piso mal cuidado e, em alguns horários, falta de limpeza.
Usuários do trem reclamam que quando chove se molham embaixo das coberturas. Homens reclamam que há único sanitário masculino, que apesar de grande, comporta um usuário de cada vez. Nâo existe mais bar ou lanchonete – quem precisa se alimentar se socorre dos ambulantes.
A entrada da estação está cheia de grades de péssimo gosto. Parte do prédio já está descaracterizado. Uma situação que nem de longe lembra os bons tempos da Santos a Jundiaí. E a inconstância dos horários de trens – todos com baldeação obrigatória em Francisco Morato – levou usuários ao trocadilho: CPTM, para eles, é Companhia Paulista de Trens Morosos.





