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Aguinaldo Oliveira

Você existe ou desiste?

Te criticam pelo seu trabalho? Dizem que o que você faz não dá camisa para ninguém? Então leia a minha história:

Faz alguns meses que reencontrei o Limão. Ou melhor, reencontrei o Marcelo, que é conhecido como Limão. Ele trabalhou comigo em uma época em que éramos membros da área comercial de uma empresa em Jundiaí. Nós trabalhávamos na rua o dia inteiro, utilizávamos os “orelhões” para ligarmos para as pessoas e íamos de ônibus na casa delas para apresentarmos o produto. Não tínhamos carteira assinada e nenhuma ajuda de custo. Trabalhávamos apenas pelo sonho de crescermos e sermos alguém na vida.

Eu tinha estudado em uma boa escola e trazia uma experiência anterior da redação do jornal local. Ele, ao contrário, só tinha a favor dele a garra e o bom humor. Íamos para a rua e a nossa tarefa era abordar as pessoas em prospecção. Mas todos os nossos colegas e a maioria dos familiares nos criticavam, dizendo que deveríamos procurar um emprego de verdade. Depois de um tempo, deixamos as abordagens e passamos a concentrar nas ligações telefônicas, mas nos criticavam porque não dávamos paz a ninguém, nem de domingo. A frase “vai procurar um emprego de verdade” permanecia no nosso cotidiano.

O Marcelo mudou de área, casou, montou um salão de cabeleireiros com sua esposa, depois vendeu e virou cozinheiro. Aliás, cozinheiro especial, tornando-se especialista em banquetes de grande porte. Virou o chef do “boi no rolete”, com clientes em toda a região. Eu continuei na área de educação, virei dono da minha própria escola e isso me deu bagagem para virar Coach, Trainer, Palestrante e Apresentador de TV. Mas sempre ouvi aquelas piadinhas ou indiretas questionando o futuro do meu trabalho.

Lembro-me de uma vez, hospedado em um resort em Porto de Galinhas, quando um outro hóspede, ao saber que eu era dono de escola, perguntou como conseguia pagar aquele lugar. Quando me formei como Coach, ouvia que esses seriam “pessoas mal sucedidas que se metiam a dizer o que os outros deveriam fazer para serem bem sucedidos”. Quando virei palestrante, notava as críticas dos amargurados, dizendo que palestra é show de circo ou lista de frases de efeito. Agora, com o programa de TV, me dizem que “poucos se dão bem nisso”.

Muitos profissionais de sucesso contam suas sagas para convencer amigos e familiares que suas profissões são sérias. A mim, o que importa é que minhas abordagens na rua me fizeram crescer a ponto de ter minha própria escola e ela me permitiu viajar o mundo e aprender, além de formar muitos alunos. O que realmente importa é que como Coach sou requisitado e me dou ao luxo de não aceitar mais clientes do que posso atender dentro do meu conforto. E quando atendo, vejo essas pessoas atingindo realmente seus objetivos, assim como eu atinjo os meus. Também percebo meu programa de TV sendo valorizado e recebendo muitos elogios, proporcionando ao público exatamente o que eu desejo levar. Percebo também que sou aplaudido nas palestras e seguido nas redes sociais pelos que me assistem.

Mas nem sempre foi assim. Passamos por dificuldades, por plateias vazias, por mudanças, crises e momentos de angústia e sem enxergar saída. Mas como dizem os Titãs: “Ainda há de haver saída! Nenhuma ideia vale uma vida”.

É importante dizer que sempre haverá também quem nos critica, sempre haverá quem desacredita e eu, em especial, sempre serei considerado “emergente”, simplesmente porque não gosto de ficar sendo o mesmo de sempre, para sempre.

O Limão virou empresário de sucesso. Muitos dos meus colegas daquela época também. Isso aconteceu porque ninguém desistiu de seus sonhos. Aliás, analisando as palavras, me parece que desistir poderia ser o contrário de existir e enquanto houver sol, ainda há de haver desejo e solução.

Continue existindo!

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