Connect with us
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({ google_ad_client: "ca-pub-2913080483495928", enable_page_level_ads: true });

Rodrigo Malagoli

O jornal e eu

Dedico este artigo para minha saudosa mãe

jornais de jundiaí

Quando eu era criança, tinha o compromisso dominical de ir até a banca da rua Carlos Gomes buscar jornais, revistas e gibis. Era sagrado. Acordava e antes mesmo de tomar café; minha mãe me dava o dinheiro.

Pra mim era uma alegria. A banca estava sempre cheia. Eu escolhia um gibi da Turma da Mônica que era o que mais gostava. Certo dia, em uma excursão da escola, conheci o Maurício de Souza pessoalmente. Aliás, nesta ocasião eu conheci a gráfica da Editora Abril e fiquei fascinado. Eram andares de máquinas rotativas e planas. Claro que eu não sabia a diferença na época. Lá se imprimia de tudo.

Já na banca eu comprava 3 jornais: O Estado de São Paulo, o Jornal da Cidade de Jundiaí e o Jornal de Jundiaí. Além das revistas Veja e Nova – que depois virou Cosmopolitan e agora não mais existe.

Esse ato de ir até um lugar para consumir informação é algo que poucos conhecem nos dias de hoje, principalmente os jovens. Atualmente acordamos e dormimos consumindo de tudo. Almoçamos com telas e trocamos informações a todo instante. Grandes jornais da época não existem mais. Outros trocaram de donos e alguns ficaram apenas no virtual. A situação das revistas é ainda pior. Mais caras de produzir e imprimir, grandes títulos sumiram do mercado. Simplesmente não existem mais ou, de novo, ficaram no virtual.

Enquanto criança ou adolescente eu consumia o que havia na época. Jornais, revistas de todos os estilos e quadrinhos. Eu me sentia importante ao ler aqueles jornais enormes, mesmo que fosse apenas a parte de variedades. Lia Super Interessante, Veja e até acompanhei o nascimento da revista Galileu. Eu me sentia parte daquilo tudo.

Acho até que estar imerso nesse universo me fez ter a vontade de trabalhar com publicidade. Eu adorava os anúncios. Achava fabuloso.

Em Jundiaí eu acompanhava a guerra do Jornal da Cidade e do Jornal de Jundiaí pela liderança. Era divertido ver estilos diferentes de escrita e de manutenção de marca. Enquanto agência de publicidade, eu tinha de agradecer de ter veículos para propagar a marca de meus clientes.

Em um certo momento uma rede de jornais comandado por J. Hawilla chegou à cidade para tentar acabar com o duopólio. Era o Bom Dia. Chegou com a proposta de respeitar as agências e levar a cidade para outro universo no meio jornalístico. No café da manhã de lançamento para as agências eu estava presente. O investimento foi de mais de R$ 1 milhão, algo na época impressionante. Mas durou pouco. Não entenderam o que a cidade queria. Quebrou.

Minha paixão pela mídia era grande e o sonho de ter um jornal estava ficando cada vez mais perto. Sem a necessidade de se investir em grandes maquinários, ter um jornal se tornou fácil. As gráficas eram terceirizadas e isso facilitaria o investimento inicial. O Bom Dia me ensinou isso quando soube que eles imprimiam na gráfica Metromídia.

Em 2007 eu tive a primeira experiência com o Jornal Sou Mais Jundiaí. Foi frustrado porque seu lançamento se deu em época eleitoral e algumas pessoas envolvidas não estavam comprometidas em levar boa informação para a população. Mas esse erro me amadureceu para encubar outra cria.

Em 2014 me juntei ao Anselmo Brombal e ao Márcio Medina e criamos o Jundiaí Notícias. Um jornal totalmente colorido e de graça. Muitos disseram que não duraria uma edição. Outros que não duraria um mês. O tempo passou e crescemos. Ao invés das 7 cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí, expandimos e estamos em 19 cidades com a marca Novo Dia Notícias. E o mais legal: impresso.

Claro que não podemos ficar alheio ao virtual. Aliás, a maior parte da nossa equipe está no virtual: redes sociais, site, edições de vídeo e o estúdio de gravação. Mas o impresso… Ah, o impresso ainda me completa. Além da credibilidade que só o impresso traz, folhear um jornal traz ainda aquela sensação de importância, de saber que tem jornalistas que correram atrás das matérias ali escritas e quem correram atrás de notícias pertinentes ao público. E sem Fake News, bordão que não existia na época.

Com as redes sociais, qualquer um se acha jornalista. Traz informações duvidosas, compartilha mentiras que aceitam como verdades. O jornal impresso ainda é um dos meios com mais credibilidade do setor de mídia. Imprimir palavras com grande circulação é tido como algo documental. Diferente da internet onde todos escrevem, editam apagam como bem entendem.

Eu compreendo que tudo é viável e a sinergia que temos aqui no grupo Novo Dia Notícias com as mídias é o que nos faz estar em pé, firmes e fortes até agora. Mas a responsabilidade de ter um jornal com credibilidade é o que nos move.

Minha mãe ficaria orgulhosa de saber que eu continuei o prazer pela leitura. Algo que ela me ensinou. E ficaria mais orgulhosa ainda de saber que o Novo Dia Notícias faz parte da Associação Nacional de Jornais, ao lado dos gigantes como o Estado de São Paulo. Que ela adorava ler. E ficariam mais orgulhosa ainda que uma das marcas que ela consumia antes, o Jornal da Cidade, hoje faz parte do grupo Novo Dia.

Don't Miss:

Ascensão e queda

2 Comments

2 Comments

  1. Paulo

    13 de maio de 2019 at 22:34

    Muito lindo parabéns sua mãe deve estar orgulhosa ABS

  2. Galdino Mesquita

    10 de junho de 2019 at 19:46

    Parabéns Rod, ler jornal, revista ou livro impressos ainda é e será fonte de prazer e cultura.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem

Geral

Dona de casa evangélica invade igreja católica e quebra quadros e imagens de santos

Geral

Bombeiros quebram vidros de carro estacionado em frente a hidrante para passar mangueira

Geral

Danilo Gentili é condenado a seis meses de prisão em caso Maria do Rosário

Geral

© 2019 Cruz de Malta Editores Associados | Novo Dia Notícias: Auditado pela Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo - ADJORI/SP. Filiado à Associação Nacional de Jornais - ANJ
Atibaia, Cabreúva, Caieiras, Cajamar, Campo Limpo Paulista, Francisco Morato, Franco da Rocha, Indaiatuba, Itatiba, Itu, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira, Morungaba, Salto, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo

Connect