Um mês depois de receber denúncias de assédio sexual contra o repórter Gerson de Souza, da Record, a Polícia Civil de São Paulo decidiu intimar o jornalista a depor. O motivo seria as acusações feitas por 12 mulheres quer procuraram o Departamento de Recursos Humanos da Record para acusar Souza de importuná-las com ações de teor sexual dentro da Redação do Domingo Espetacular. A emissora as encaminhou para a polícia e suspendeu o jornalista.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública emitiu na quarta-feira (26) a seguinte nota: “O caso é investigado pelo 23º DP (Perdizes). Vítimas e testemunhas foram ouvidas e o suspeito será intimado para prestar depoimento na unidade”.
Apesar de ainda não haver data marcada para prestar depoimento, Souza pode sair da delegacia indiciado por crimes de natureza sexual.
A polícia registrou dois boletins de ocorrência contra ele e inicialmente considerou apenas duas vítimas, mas elas já são três. No RH da Record, esse número é maior. É que algumas mulheres, sentindo-se pressionadas, não formalizam.
Contudo, o jornalista nega ter assediado qualquer colega de trabalho e alega que está sofrendo de “revanchismo” de uma produtora, repórter que atua nos bastidores apurando informações para quem aparece no vídeo. Tal profissional relatou à Record e à Polícia que Souza a beijou sem seu consentimento, em horário de trabalho.
“Ele chegou por trás e me beijou na boca. Ficou mostrando a língua e saiu dizendo que roubado era mais gostoso. Foi nojento”. Alega a produtora.
Outras duas mulheres relataram que Souza as acariciava em um dos braços e dizia que estava pensando em suas nádegas. Segundo uma jornalista, que trabalhou com Souza durante cinco anos no Domingo Espetacular, a “brincadeira era recorrente”.
Entre as vítimas estão estagiárias e uma grávida. A maioria das denúncias foi de assédio verbal. Segundo as acusadoras, Souza indicava com gestos o quanto elas eram “gostosas”. Já uma das vítimas, relatou ter sido chamada de “putinha”.





