A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (23) uma nova consulta pública para restringir o uso de gordura trans na indústria de alimentos. O objetivo é implantar gradualmente novos limites dessas substâncias na composição dos alimentos.
Para a decisão, a Anvisa afirma que usou como base estudos científicos, onde mostram que o excesso de ácidos graxos trans na comida é responsável pelo desenvolvimento de problemas cardiovasculares.
Estima-se que o consumo dessas substâncias tenha causado 18.576 mortes por doenças arteriais no Brasil em 2010.
A consulta pública ficará aberta durante 60 dias, com proposta de restringir, inicialmente, a quantidade de gordura total dos alimentos a 2% destinados ao consumidor final. O limite também seria implementado aos serviços de alimentação, como restaurantes, e teria um prazo de de 18 meses para execução.
Depois disso, o uso de óleos e gorduras parcialmente hidrogenadas, outro tipo de ácido graxo trans industrial, seria totalmente banido do Brasil. A medida também teria um prazo extra de 18 meses para adequação.
A Anvisa propõe a criação de guias tecnológicas ara a substituição de óleos e gorduras e sobre as melhores práticas para a fritura de alimentos.
Além disso, novas medidas regulatórias devem ser criadas, como a criação de normas de rotulagem para lista de ingredientes e tabela nutricional.
Caso aprovada, a medida segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde e da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que pedem aos governos novas ações para restringir o ácido graxo trans industrial dos alimentos até 2023. Outros 49 países já diminuíram o uso dessas substâncias.





