Após as primeiras apreensões da Operação Spoofing, que na terça-feira (23) prendeu quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades, um dos investigadores da Polícia Federal (PF) relatou ao blog que, ao puxar o “primeiro pelo” de uma pista, surgiu um “elefante”.
Todo o material apreendido pelos policiais federais em endereços ligados aos quatro investigados será analisado pela Polícia Federal. De acordo com integrantes da operação, foram necessárias várias horas apenas para copiar o material apreendido na terça-feira.
A ação inicial da PF foi para apurar a invasão no celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro. No entanto, dados preliminares indicam que essa prática foi feita em telefones de autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, além de jornalistas.
A Polícia Federal afirmou nesta quarta-feira (24), em uma apresentação à imprensa, que os dados preliminares apurados pelos investigadores indicam que cerca de 1 mil diferentes números de telefone foram alvo do mesmo modus operandi usado para invadir o celular de Moro.
Uma das linhas de investigação dos agentes federais se baseia em rastrear a origem dos R$ 100 mil apreendidos em espécie no endereço de um dos suspeitos de invadir os celulares de autoridades e também do dinheiro identificado em contas dos investigados. A PF vai investigar se as informações obtidas pelos supostos hackers foram vendidas para outras pessoas.





