A praça de retorno da avenida 9 de Julho, em frente a Rodoviária, foi o local escolhido pelos motoboys para o protesto que acontece a partir das 17h desta segunda-feira (29) e que deve reunir mais de 200 representantes da categoria.
Na pauta estão em discussão a “placa vermelha” (que caracteriza o veículo de aluguel e que faz transporte de qualquer tipo de produto e material) e a possível retirada do adicional de periculosidade.
Representantes da categoria alegam que o cumprimento da lei de regularização em Jundiaí é “impraticável”. Além do alto custo burocrático com documentação, vistoria e revistoria, que varia entre R$ 700 e R$ 1mil, o processo demora até três meses para ser concluído.
Outra exigência inviável feita a categoria é a realização do curso de motofrete existente apenas em São Paulo e Campinas. Com duração média de sete dias, os motoboys reivindicam que as aulas sejam oferecidas em Jundiaí e gratuitamente.
Quanto a possibilidade de perda do adicional por periculosidade, a proposta será discutida em Brasília dentro da reforma trabalhista. Uma Medida provisória já foi aprovada pela comissão mista do Senado e terá de passar novamente pelos plenários da Câmara e do Senado para seguir à sanção presidencial.
Atualmente, a região de Jundiaí conta com aproximadamente 100 mil motoboys. Apesar do número expressivo, não há nenhuma entidade que represente a categoria.





