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A questão do cigarro

Há campanhas em todo o mundo para que não se consuma cigarros. Em alguns países, o preço é proibitivo. Em outros, o fumante é discriminado ao extremo. São tentativas válidas. Mas aqui a história é outra. É uma espécie de campanha faz de conta. A parte mais hilária é a série de fotos de gente doente estampada em maços de cigarros.

Há uma explicação mais que lógica: os impostos que o governo consegue com o tabaco. Sem contar que a indústria lucra muito. Consequentemente, o poder econômico dessa indústria produz o lobby. E tudo continua como dantes. O cultivo do fumo em muitas cidades sustenta esses lugares. Proibiu-se a venda de cigarro a menores; proibiu-se a propaganda. E daí?

Mas deixando tudo isso de lado, há outra questão: a discriminação do fumante. Não pode fumar aqui, não pode fumar ali. Tudo bem. É lei, e precisa ser levada ao pé da letra. E os perfumes que muitas mulheres usam? Nâo perfumam, empesteiam o ambiente. Dão dor de cabeça. Até a roupa de quem está próximo a essas mulheres fica infectada com esses odores vendidos como perfumes.

Situações assim, desagradáveis ao extremo, acontecem com mais frequência que se imagina. E quem nunca foi servido por um garçom fedendo desodorante barato? Não se sabe o que é pior. O desodorante barato ou a falta do desodorante?

Aí chegamos em outra questão. O uso do perfume ou desodorante, assim como o hábito de fumar, deveria ser uma questão de bom senso. Mas bom senso é questão cultural. E questão cultural passa pela educação, pela formação em família e na escola. Formação nula. Hoje não temos nem uma nem outra. Famílias estão desestruturadas. Escolas sucateadas. Professores mal pagos, agredidos em sala de aula. Prédios caindo aos pedaços.

Não adianta culpar os políticos. Eles não ocupam seus cargos por acaso. São escolhidos. Muito mal escolhidos. E escolhidos pela maioria ignorante, analfabeta, sem qualquer raiz cultural, sem qualquer tipo de formação. Escolar ou familiar. Uma turba que escolhe os mais espertos. Os que mais se identificam com ela.

E eles, os políticos, espertamente, insistem em manter esse status quo. Prometem educação, mas fazem de tudo para esculhambá-la. Prometem mais escolas. E ficam nisso. Uma vez eleitos, tratam de seus próprios interesses. Em nome do agronegócio, apóiam a cultura do tabaco. Que vai para a indústria do cigarro. É difícil acreditar que tenham tais posturas por convicção.

O círculo é vicioso. Povo ignorante escolhe políticos ladrões. Ou palhaços. Ou ator pornô. Ou mauricinho  que se enfia em orgias sexuais. Políticos desse naipe produzem asneiras. E assim a situação se perpetua. Assim como o cigarro. Assim como a bebida alcoólica. Todos muito rentáveis. Uma espécie de tráfico legalizado.

Resumo da ópera: ninguém quer resolver nada. Nem o problema do cigarro. Se fossem sérios, nossos deputados e senadores já teriam produzido leis eficientes. Mas isso não interessa. O intere$$e é outro, bem diferente. Se quisessem mesmo acabar com o cigarro, já teriam proibido o cultivo do fumo. Corta-se o mal pela raiz e pronto.  E a vida continua. A roubalheira também.

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