O dia 11 de setembro de 2001 é uma data historicamente triste. Os trabalhadores que atuaram no resgate e nas investigações do que foi um dos maiores atentados da história apresentam maiores chances de desenvolver leucemia e outros tipos de câncer. O terrorismo aconteceu no World Trade Center, no Estados Unidos.
O dado foi publicado recentemente na revista científica JNCI Cancer Spectrum. Após a catástrofe, aproximadamente 50 mil pessoas atuaram na força-tarefa para procurar possíveis sobreviventes e também ajudar na reconstrução do local onde as Torres Gêmeas foram ao chão.
O World Trade Center é um local de grande porte, por isso, para fazer a limpeza foram necessários vários meses e só foi possível terminar no ano seguinte, em junho de 2002.
A pesquisa foi realizada através de um estudo realizado com 28,7 mil voluntários, que foram acompanhados de julho de 2002 a dezembro de 2013. O estudo apontou que houve um aumento considerável na incidência de diferentes tipos de câncer em comparação com outras pesquisas que analisaram períodos mais curtos.
Além disso, as pesquisas já haviam apontado que essas pessoas corriam um risco maior não só de sofrer de câncer de tireoide e próstata, mas também de desenvolver leucemia. Segundo os cientistas, aqueles que trabalharam nos destroços do atentado de 11 de setembro ficaram expostos a substâncias cancerígenas, como o benzeno, por exemplo.
De acordo com Susan Teitelbaum, uma das pesquisadoras do novo estudo, não é o tempo em si, nem o quanto as pessoas ficaram expostas aos destroços das Torres Gêmeas que influenciaria diretamente na probabilidade de ter câncer, mas sim esse fato associado ao consumo de cigarro e também ao gênero da pessoa.
O grupo de pessoas ainda vai continuar sendo monitorado por um bom tempo para que os pesquisadores consigam uma conclusão mais concreta sobre o estudo.





