Melhor vender lenço do que chorar

Para os mais equilibrados e conscientes, a economia do nosso país está melhorando. Para os pessimistas, poderia estar melhor. Fácil identificar essas correntes. Pela ideologia e partidarismo já dá para saber qual o quadro que é visto. E isso é consequência do momento, de mudança de direção, de visão de mercado.

Nos últimos meses foram seguidos anúncios de bons negócios. Empresas do exterior investindo no nosso país. Passamos a negociar mais com a China. E os pessimistas consideram um absurdo um país como o nosso, capitalista e com governo de direita, negociar com a “China comunista”. Ainda não entenderam que a China é mais capitalista que os americanos.

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Fazer negócios com os árabes é ruim. Para os pessimistas. Com a Índia, nem pensar. É a teoria do desmerecimento. Cidades de nossa região estão recebendo muito investimento. Em Jundiaí não são poucas as empresas que já anunciaram ampliações e novo galpões. Em Louveira, a Procter & Gamble está investindo mais de R$ 100 milhões em sua linha de produção. O que significa mais empregos e mais arrecadação.

Mas isso não é suficiente. Um exemplo claríssimo foi o fechamento da Vulcabras, que empregava pouco mais de duas mil pessoas. Quando a Vulcabras foi embora foi anunciada uma hecatombe para a cidade. E pouca gente se lembrou que onde funcionava a fábrica de calçados apareceu um condomínio de empresas. E que só uma delas chegou a empregar mais de quatro mil pessoas.

Critica-se também que o país está exportando muitos produtos básicos, como os produtos da agricultura. Mas esquecem-se que sempre foi assim. Sempre. Safras recordes de soja eram anunciadas com orgulho e conquista há poucos anos. Hoje essas safras são vistas – pelos pessimistas – como atraso. Mas é bom lembrar que desde que o país foi descoberto exportou somente ouro, pedras preciosas, pau-brasil, minério de ferro, café… Básico do básico. Nunca exportaremos foguetes ou computadores. Porque não estudamos.

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Se empresas multinacionais estão colocando dinheiro aqui não é por acaso. Essas empresas precisam prestar contas aos seus investidores. Têm ações em bolsas de valores de todo o mundo. Não estão para brincadeira. Na melhor das hipóteses, nossos pessimistas vão afirmar que poderiam investir mais. Talvez até perguntem o porquê da Tesla, da Google, da Apple, não se instalar em nossos rincões.

Os que já estavam aqui sentiram mudanças. O comércio, por exemplo, viu suas vendas aumentarem no último ano. Não foi o esperado, mas foi mais do que o possível. Lamenta-se que recorremos ao cartão de crédito para comprar. Que isso gera dívidas. Não é mentira. Em todos os países há devedores e credores. É assim que funciona.

Lamenta-se também que nosso governo dá pouco valor à cultura. Mas quem se dispuser a ver o Canal Brasil de madrugada vai entender o porquê. Filmes pornográficos, de terceira qualidade, sem argumento, sem roteiro, sem nexo, patrocinados por estatais ou por particulares que se beneficiaram da Lei Rouanet. A choradeira é porque acabou a mamata.

Jornalistas que defendem a volta dos que saíram tinham um motivo. Merval Pereira, por exemplo, chegou a receber R$ 375 mil por uma palestra – quase dez vezes o que cobraria o ex-presidente americano Barak Obama. Era pura lavagem de dinheiro – não há outra explicação.

E no meio dos anúncios otimistas e das queixas dos pessimistas, só há um caminho. Há os que choram, e há os que vendem os lenços. É só uma questão de escolha.

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