Muitas vezes sem patas ou o bico, os animas resgatados pela veterinária Maria Ângela Panelli Marchió chegam em estado crítico. Mas após passar pelas mãos de Maria, ganham uma nova chance de sobreviverem e voltarem à natureza.
A veterinária realiza a ação de socorro aos animas acidentados há aproximadamente um ano, na região de Barretos, com prótese de resina plástica feita à mão.
O trabalho voluntário é feito em parceria com a Polícia Ambiental e ONGs da região, que resgatam os animais e os levam até a clínica veterinária. Segundo a veterinária a maioria dos bichos são vítimas de atropelamento e choques em construções de prédios (em caso de aves). Além disso, há casos de animais feridos por chumbinho.
A reconstituição das partes atingidas é feita a partir de uma resina plástica. O material utilizado é o polimetilmetacrilato, que misturado a um pó catalisador resulta em uma resina extremamente resistente. O processo de endurecimento do material é rápido —acontece entre três e cinco minutos.
A resina é utilizada pela veterinária na reconstrução de bicos das aves e fixadores externos de patas. A prótese é resiste e pode durar até cinco anos para aves que se alimentam de sementes silvestres. Já no caso de aves carnívoras, como gaviões, por exemplo, o bico de resina resiste até o fim da vida do animal.
Ao todo já foram resgatados dez animais, entre eles periquitos, papagaios, curicacas e até gaviões. Para cada cirurgia realizada, o custo médio fica entre R$ 1.000 e R$ 1.500.
Metade dos animais que recebeu a prótese de resina conseguiu se inserir novamente na natureza, o que emociona a veterinária. “É um sentimento maravilhoso. A gente se emociona quando vê o bicho podendo ter um pouco de conforto novamente. No estado que eles chegam à clínica, muitos certamente iriam a óbito”, diz.





