Enquanto líderes de governos convocam a imprensa e cobram da população isolamento social absoluto, ignorando outros impactos que essas medidas trarão para o bem-estar dessas famílias; homens à frente de países igualmente poderosos, mas com genuína vontade política optam por adotar medidas visando minimizar os impactos econômicos que tendem a se estender mais que o próprio coronavírus.
O exemplo mais concreto vem da França onde o presidente, Emmanuel Macron, surpreendeu ao anunciar, no início desta semana a suspensão da cobrança de impostos, de contas de água, gás e aluguel. Macron também determinou o adiamento de segundo turno das eleições municipais. Como medida ainda mais drástica, fechou as fronteiras e impediu todas as viagens por 30 dias, ou seja, ninguém entra, ninguém sai.
No Brasil, por enquanto, o governador de São Paulo, João Dória acaba de anunciar o fechamento dos shoppings como medida preventiva à proliferação do Covid-19. Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, explicou que fechar a fronteira significaria arranhar a boa amizade com os países vizinhos.
De volta a Macron, presidente da França, ele falou por três vezes que o país está em guerra, mas convoca todos para estarem na linha de frente nesse combate, não apenas o trabalhador ou empresário que hoje preserva sua vida, segue as riscas as determinações, mas não tem a menor de ideia de como vai pagar as contas no mês seguinte.
Macron ressalta: “Fiquem em casa e fiquem calmos. Não podemos deixar circular fake news. Se ocupem dos parentes mais próximos. Leiam, reencontrem o sentido do essencial. É importante evitar o pânico. Acreditem que o esforço que peço agora é inédito, mas as circunstâncias obrigam. Estamos em guerra. Não contra um exército, mas o inimigo está aqui e isso requer mobilização geral”, disse.
O líder francês de centro-direita chamou o cenário de “crise sanitária sem precedentes“, e fez a previsão de que o mundo sofrerá com impactos, não apenas humanos, mas sociais e econômicos. “É o desafio que temos que enfrentar. Pedimos sacrifícios. Nunca os sacrifícios devem pesar aos mais fracos, assalariados, com trabalhos precários.”
Macron ainda anunciou a criação de um fundo estatal para minimizar os impactos da pandemia. “Estamos colocando em ação dispositivo excepcional de adiamento de impostos, apoio a financiamentos e garantindo 300 bilhões de euros para pequenas empresas.
As pequenas empresas não precisaram pagar impostos. Contas de água, gás e alugueis devem ser suspensos para que assalariados não fiquem sem recursos necessários. Um fundo de solidariedade vai ser criado com financiamento do Estado.”





