Inutilidade do esporte

Que nos perdoem os adeptos de esportes, mas é quase impossível descobrir a finalidade de qualquer um deles. Praticar atividade física em nome de saúde é uma coisa. Competir é outra. Gasta-se tempo e dinheiro. E reclama-se muito da falta de patrocínio, como fosse obrigação de governos e empresas bancarem o gosto – ou o esporte – de alguém.

Vejamos o caso do Paulista FC, de Jundiaí. Está disputando uma divisão inferior do campeonato paulista. No ano passado, estava mais abaixo e subiu. E daí? O que isso influenciou a vida da cidade? O dólar continua subindo. E o Paulista continua caindo. Se continuar assim, no próximo ano voltará para baixo, para a 4ª divisão. E daí? Não vai acontecer nada, a não ser aos jogadores, técnico e outros profissionais que vivem no clube.

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O futebol é só um exemplo. Que obrigação tem uma empresa de dar dinheiro a um clube, que vai repassar esse dinheiro em forma de salário (altíssimo) a jogadores semianalfabetos? No Brasil inteiro a conversa mole é essa: falta patrocínio.

Para que serve uma corrida de velocidade, tipo 100 ou 200 metros? Para nada, a não ser que o suposto atleta esteja se preparando para correr da Polícia. De que adianta um país ter o atleta mais veloz do mundo? De que adianta um sujeito levantar pesos de 200 ou mais quilos? O que isso acrescenta à vida de todos? Nada, absolutamente nada.

Logo haverá Jogos Olímpicos em Tóquio. Se o Coronavírus (agora Covid 19) deixar. Veremos atletas arremessando dardos pré-históricos, martelo e disco. E todos certamente irão se queixar da falta de patrocínio. Os mais sutis dirão que falta incentivo. E daí? Veremos nadadores rápidos, maratonistas resistentes. E o que há de prático em tudo isso? Nada. Fulano ganhou a maratona – e são 42 quilômetros. Não muda nada. O feijão vai continuar caro, a carne vai continuar cara e a gasolina mais ainda.

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Mas há insistência de parte da imprensa em dar todo o espaço possível para as glórias do esporte e para a choradeira do patrocínio. Há uma razão para isso. Há muita gente gravitando em torno do esporte. Há muita gente ganhando dinheiro com transmissão de esportes. Gente que consegue horário na TV para discutir tudo o que acontece nesse mundo. E gente bem paga para fazer comentários idiotas.

Na Copa do Mundo passada, por exemplo, a Globo mandou uma equipe gigante para a Rússia. Isso custa dinheiro. E esse dinheiro não sai do cofre da Globo. Até sai, porque passa por ele. Mas vem de patrocinadores. É isso que chamamos gravitar em torno dos esportes.

É um mundo milionário para alguns. E de candidatos a milionários para outros. Talvez seja a razão de tantos reclamos e frustrações. Talvez o nadador ou o corredor pense: se o Neymar ganha tanto, por que eu não? Conclusão: falta patrocínio.

Até há algum tempo, governantes bonzinhos mandavam as empresas estatais, como Caixa e Petrobras, despejarem dinheiro em clubes esportivos. Os mesmos clubes que deram – e continuam dando – calote no INSS. Se alguém acha justo tirar dinheiro de hospitais, de creches e escolas para sustentar marmanjos, nossos pêsames. Mas antes precisa provar a utilidade de esporte. Por mínima que seja.

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