Ele é empresário de pequeno porte e tem mais de uma loja voltada a artigos femininos – uma delas em Jundiaí. Está no Simples Nacional há muitos anos, e estranhou algumas medidas anunciadas pelo Governo Federal para atenuar a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Com as lojas fechadas, está indignado.
“Terei de pagar férias coletivas de 30 dias e ainda o salário de março – diz ele. Tudo bem, é um risco que assumimos que resolvemos empreender. Mas o governo anunciou até agora a prorrogação do pagamento do DAS de abril para outubro”.
Para ele, essa é uma medida ineficaz: “Não adianta nada, pois o DAS é calculado sobre as vendas do mês. Se todas as lojas estão fechadas em abril, não venderei nada, portanto não terei nada a pagar. Também não adianta reduzir horário de trabalho para reduzir salário, uma vez que as lojas estão fechadas”.
Ele cita ainda que durante esse tempo de lojas fechadas precisará pagar aluguel, internet, luz, aluguel das máquinas de cartão, contador, água e sistema de cupom fiscal, além das obrigações trabalhistas. A solução, segundo ele, é o BNDES.
“Precisamos de empréstimo do BNDES (nós, micro e pequenos empresários) com carência de um ano para começar a pagar, dividido em parcelas e com os mesmos juros do empréstimo que o BNDES fez à JBS, que é de 3% ao ano. Nâo é justo o BNDES ter socorrido e continuar socorrendo empresas poderosas, nacionais e internacionais, e nos deixar desamparados”, finaliza.





