O coronavírus e o impacto nas pequenas e médias empresas

O mercado sentiu o baque. O comércio está vazio, a bolsa de valores despencando todos os dias e o público assustado. Pior que isso são as fake News, com gente dizendo que a situação é pior do que parece. E se a situação piorar, alguém ainda vai escrever coisas mais catastróficas ainda. Afinal, para alguns, o caos é divertido!

Comerciantes, pequenos varejistas e prestadores de serviços estão sofrendo. Inclusive, a situação os divide e enquanto uns se manifestam pela precaução, outros criticam as autoridades por entenderem que estão pintando o diabo de forma mais feia do que ele realmente é.

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Mas, o fato é que ser agressivo não irá solucionar a situação. O que você, pequeno empresário precisa mesmo é seguir o protocolo e cuidar da sua saúde, da saúde de seus colaboradores e evitar que as famílias se contaminem. Antes de tudo, pela questão humana, mas também pela financeira, pois quanto menos o vírus se alastra, mais rápido a economia se restabelece. Se a equipe se contamina, mesmo depois que a crise passar, você terá que lidar com faltas e afastamentos.

Entenda que não é a sua empresa e nem o seu setor que está em crise, mas o mundo todo. Quanto antes o vírus for contido, antes a gente retoma o dia a dia normal e a atividade econômica volta. Os bancos já estão anunciando planos de renegociação, órgãos como Banco do Povo e DesenvolveSP estão liberando linhas de crédito para os pequenos empresários e os grandes fornecedores terão interesse em preservar os seus pontos de venda.

Silvio Glauco R. Rosa, consultor do Sebrae em Campinas, diz que o que não podemos é deixar esse tempo ser perdido. Já que não podemos atender o nosso cliente pessoalmente, que criemos maneiras de atende-los a distância, enviando fotos ou catálogos pelo whatsapp e entregando a domicílio. “Pode diminuir um pouco o lucro, mas aumentará a simpatia do seu cliente por você”, diz Silvio.

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O Gerente do Sebrae de Jundiaí, Thiago Brandão, fala que é hora de o consumidor preferir comprar dos pequenos comércios, que são mais frágeis economicamente. Para o empresarário ele sugere aproveitar o tempo para rever suas contas e cortar custos desnecessários. Neste caso, é importante que o comerciante esteja atento para não cortar justamente aquilo que o faria se recuperar, como a sua força de vendas. Pois há casos em que são feitos tantos cortes que o comércio morre por conta de suas próprias ações.

O empresário varejista Leonardo Annicchino, com várias lojas em cidades do interior, diz que, por mais que a situação nos prejudique, prevenir a doença ainda é a melhor maneira de recuperar os negócios. Ele faz a comparação com outros países onde não se deu tanta importância para o problema e seus efeitos serão muito mais duradouros.

Por fim, meu conselho, como colunista de empreendedorismo é: Se você precisar de crédito, peça. Se precisar renegociar suas contas, renegocie. Mas, se tiver fluxo de caixa suficiente para manter tudo em dia, não se aproveite do momento. Mas seja um agente recuperador do mercado, afinal, no futuro, é para esse mercado que você irá vender.

Aguinaldo Oliveira

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