A detenta transsexual que foi entrevistada pelo médico Drauzio Varella no programa Fantástico, da Rede Globo, se pronunciou, por meio de carta, após ter expostos na internet os crimes que cometeu. Suzy Oliveira foi condenada por estuprar e matar uma criança de nove anos. O crime ocorreu na zona leste de São Paulo, em 2010, quando ela ainda utilizava seu nome masculino. Ela está presa desde então.
A advogada de Suzy, Bruna Castro, publicou em seu Instagram uma carta atribuída à detenta, onde ela diz que não foi perguntada pelo programa sobre seus crimes. “Eu sei que errei e muito. Em nenhum momento tentei me passar como inocente. Desde aquele dia me arrependi e hoje estou aqui pagando tudo que cometi”.

Durante a reportagem, exibida no programa do dia 1º de março, a detenta recebeu um abraço de Drauzio após revelar que não recebe visitas há oito anos. Após a exibição, a matéria gerou muitos comentários na internet, com internautas buscando saber como enviar cartas para Suzy e também organizando vaquinhas virtuais.
Porém, após os crimes virem à tona na internet, o programa e o médico foram criticados por supostamente esconderem a verdade.
Em suas redes sociais, Drauzio publicou no domingo (8) um comunicado afirmando que não questiona sobre o que seus paciente fizeram de errado. “Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico”. O médico afirma que segue os mesmos princípios em seu trabalho televisivo, e que não perguntou para nenhuma das entrevistadas sobre os delitos cometidos. “Sou médico, não juiz”, escreveu o médico.
Os comentários do público contra Drauzio e a emissora não pararam. O ministro da educação, Abraham Weintraub e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também comentaram a reportagem.
Em nota, o Fantástico disse que “os crimes das entrevistadas não foram divulgados, porque este não era o objetivo”.





