Tidas como grupo de risco para o Covid-19, as gestantes e mulheres no puerpério (os 42 dias pós-parto) enfrentam grave problema no campo da saúde. Quem procura por contracepção no SUS precisa ter garantido o acesso à consulta com ginecologista e aos métodos anticoncepcionais. A dificuldade de acesso é um dos graves desdobramentos da pandemia, colocando em risco mulheres de diversos pontos do País.
A falta de acesso a vasectomia, laqueaduras e até pílulas anticoncepcionais também vai na contramão de recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), para que seja respeitado o direito à contracepção, independentemente de a paciente ser ou não Covid-19.
A Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, Sogesp, compreende que a situação atual é preocupante, podendo provocar prejuízos à saúde reprodutiva das brasileiras. Defende que não haja restrição qualquer à contracepção nem aos abortos previstos em lei e ao pré-natal, inclusive porque tais serviços são indispensáveis para salvar vidas.
No caso da contracepção, é essencial a disponibilidade ampla dos métodos e procedimentos, inclusive para preservação do direito de evitar uma gravidez em momento incerto tanto em termos de saúde quanto econômicos. Há de se levar em consideração também que a mulher precisa também de acompanhamento ginecológico, seja qual for a barreira que preferir.
As principais causas da mortalidade materna (pressão alta, hemorragia e infecções) devem ser combatidas com atendimento de excelência e informação. Para tanto, a Sogesp atua ininterruptamente pelo fortalecimento dos serviços de saúde, a eliminação das barreiras ao acesso, e a atualização dos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia para lidar com todos os problemas que podem ocorrer durante a gestação.





